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Governo uruguaio anuncia volta de aulas presenciais

Nesta foto divulgada pela agência de notícias Adhoc, alunos de uma escola rural usam máscaras em Puntas de San Pedro, departamento de Colônia, Uruguai, em 22 de abril de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 02. junho 2021 - 23:38
(AFP)

Os alunos do ensino primário no Uruguai voltarão a ter aulas presenciais em junho, anunciaram as autoridades educacionais em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2), argumentando que o número de infecções por covid-19 nas salas de aula é muito baixo.

Na segunda-feira, 7 de junho, os alunos do primeiro, segundo e terceiro anos do ensino primário retornarão às aulas nos departamentos de Montevidéu, Canelones e Salto, que aguardavam desde que no mês passado a volta desses níveis foi autorizada no resto do país.

Já na outra segunda-feira, dia 14, será a vez do quarto, quinto e sexto anos do primário em todo o país, exceto Montevidéu e Canelones, cujos alunos dessas séries voltarão às aulas na segunda-feira seguinte, dia 21.

A educação inicial já havia voltado a ser presencial em maio.

A decisão ocorre em meio ao pior momento da pandemia no Uruguai, que continua como o país do mundo com o maior número relativo de mortes por coronavírus nos últimos 14 dias, segundo contagem da AFP.

O ministro da Educação, Pablo da Silveira, afirmou que o "avanço formidável" da campanha de vacinação e o baixo número de infecções nos centros educacionais foram fundamentais para a decidir esse retorno.

“Não foi registrada nenhuma quantidade significativa de infecções nos centros que estão sendo estudados (...) Como esses números são tranquilizadores, podemos dar esses passos”, disse.

Quanto ao ensino secundário, Silveira indicou que a retomada ocorrerá após as férias de inverno, programadas para 28 de junho a 10 de julho.

Para isso, acrescentou, a vacinação contra a covid-19 de adolescentes entre 12 e 18 anos, anunciada nesta terça pelo presidente Luis Lacalle Pou, vai ajudar.

O Uruguai, com 3,5 milhões de habitantes, registrou 298.006 casos e 4.342 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

O governo de Lacalle Pou aposta fortemente em uma intensa campanha de vacinação para neutralizar o impacto do vírus.

Cerca de 53% da população já recebeu pelo menos uma dose dos imunizantes da Sinovac, Pfizer ou AstraZeneca e 29% estão totalmente vacinados.

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