Navigation

Governo venezuelano denuncia plano de Guaidó para 'entregar' zona reclamada pela Guiana

(Arquivo) A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. setembro 2019 - 20:35
(AFP)

O governo venezolano denunciou nesta quinta-feira um suposto plano do líder da oposição Juan Guaidó, apoiado pelos Estados Unidos, para "entregar" a empresas multinacionais um território rico em recursos minerais cuja posse Caracas disputa com a Guiana.

"Sabemos que essa organização criminosa, sob a fachada política, pretende fazer que a Venezuela renuncie ao nosso território, renuncie à nossa soberania", disse a vice-presidente Delcy Rodríguez em um discurso no canal estatal VTV.

Essa "organização criminosa" seria chefiada por Guaidó e estaria "a serviço de empresas multinacionais e do governo dos Estados Unidos, que pretendem impor seu projeto imperial", afirmou Rodriguez.

Para respaldar a acusação, a vice-presidente revelou uma mensagem de voz enviada para um "assessor externo" de Guaidó que seria de uma pessoa que identificou como funcionária do governo americano.

Na mensagem, segundo Rodriguez, a suposta funcionária pede "que (Guaidó) mude a posição da Venezuela (...) para entregar o (território disputado) Esequibo (...) à ExxonMobil e outras empresas multinacionais".

Sentada ao lado do ministro da Defesa, Vladimir Padrino, a vice-presidente pediu à Procuradoria "para agir contra os membros desta organização criminosa internacional" e determinar "as responsabilidades e sanções aos envolvidos".

O Esequibo é um território rico em minerais e uma zona marítima com recursos petrolíferos cuja soberania a Venezuela reivindica da Guiana, questionando uma sentença arbitral emitida em Paris no final do século XIX que concedeu a área à então colônia britânica.

Caracas, que reivindica um acordo de 1966 assinado com o Reino Unido que estabeleceu uma solução negociada, nunca reconheceu esse limite e o conflito voltou a esquentar em 2015, quando foi descoberto petróleo na região.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.