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Grupo de Contato sobre a Venezuela pede ajuda humanitária 'despolitizada'

(24 fev) Manifestante enfrenta membros da Guarda Nacional venezuelana na fronteira com o Brasil afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. março 2019 - 16:38
(AFP)

O Grupo de Contato Internacional (GCI) sobre a Venezuela considera necessária uma ajuda humanitária "despolitizada" para o país latino-americano, que atravessa uma profunda crise política e econômica, que provocou um êxodo de 2,7 milhões de pessoas para países da região desde 2015.

O GCI "concorda com a necessidade de que a assistência humanitária seja despolitizada e entregue de acordo com os princípios humanitários internacionais", declarou à AFP uma porta-voz da União Europeia (UE).

Nesse sentido, o grupo "explora as formas de expandir o espaço de entrega de uma ajuda humanitária despolitizada, e concorda com a importância de trabalhar com outros parceiros humanitários internacionais, particularmente a ONU" para esse propósito, explicou.

O GCI, composto por vários países europeus (Alemanha, Reino Unido, Espanha, Portugal, Itália, Holanda, Suécia e França) e da América Latina (Uruguai, Bolívia, Equador e Costa Rica) procura promover a realização de uma eleição presidencial na Venezuela para uma solução pacífica para a crise no país petrolífero.

"A única saída é política, pacífica e democrática [...] O instrumento para conseguir isso é realizar uma eleição presidencial nova, justa e livre", disse a porta-voz.

Co-presidido pela UE e pelo Uruguai, o GCI se reunirá novamente "em nível ministerial" no final de março na América Latina, acrescentou a mesma fonte.

Na pior crise de sua história moderna, a Venezuela sofre com a escassez de matérias-primas e uma hiperinflação que o FMI estima que alcançará 10.000.000% em 2019. Cerca de 2,7 milhões de venezuelanos emigraram desde 2015, segundo a ONU.

Por sua parte, a opositor Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino e apoiado por mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos, tentou fazer com que a ajuda humanitária entrasse no país, mas fracassou devido à resistência das forças leais ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Maduro considera a entrada desta ajuda como uma tentativa disfarçada de intervenção militar pelos Estados Unidos, argumentando que não há crise humanitária e culpando a situação pelas sanções impostas por Washington, que congelou as contas do governo.

A Rússia, aliada de Nicolás Maduro, prometeu nesta sexta-feira continuar apoiando a Venezuela com sua ajuda humanitária e confirmou o envio de "um primeiro lote de 7,5 toneladas de remédios", um número que Maduro já havia mencionado.

bur-bc/jz/mr/cc

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