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Grupo de Lima avalia tomar medidas contra a Venezuela

Novo chanceler brasileiro, Ernesto Araujo, em 10 de dezembro de 2018 em Brasília afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. janeiro 2019 - 17:10
(AFP)

Os chanceleres dos países do Grupo de Lima vão se reunir nesta sexta-feira (4) na capital peruana para avaliar a situação da Venezuela - um encontro que contará, pela primeira vez, com a participação do novo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, informou o governo nesta quinta.

"A reunião de ministros de Relações Exteriores do Grupo de Lima se dará no Salão de Embaixadores do Palácio de Torre Tagle", detalhou a chancelaria peruana à imprensa, sem dar mais detalhes sobre os participantes e a agenda do encontro.

A convocação do Grupo de Lima foi feita na mesma semana em que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, foi recebido em Cartagena, na quarta-feira, pelo presidente colombiano Iván Duque. Nesta reunião, os dois governos concordaram em unir esforços para isolar diplomaticamente o governo de Nicolás Maduro e "recuperar" a democracia na Venezuela.

O encontro se realizará três dias depois da posse do presidente de extrema direita Jair Bolsonaro. O Brasil é uma das 14 nações que compõem o Grupo.

Em Brasília, Pompeo se reuniu na terça com o chanceler peruano Néstor Popolizio, cujo país é o impulsionador do Grupo de Lima, e eles concordaram em "aumentar a pressão" sobre Maduro para restaurar a "democracia e a prosperidade" na Venezuela.

O chanceler da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, afirmou nesta quinta-feira que seu país, cujas relações com a Venezuela estão praticamente congeladas desde 2017, decidirá sua postura "conjuntamente com os chanceleres do Grupo de Lima" na reunião de sexta.

O presidente da Colômbia pediu para os "países defensores da democracia" não reconhecerem o novo governo de Maduro - que tem início em 10 de janeiro e deve se estender até 2025.

Segundo Maduro, os Estados Unidos estão coordenando um complô para gerar incidentes armados nas fronteiras da Venezuela com a Colômbia e o Brasil e justificar uma intervenção militar.

Criado em 2017, o Grupo de Lima é composto por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Guiana e Santa Lucía.

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