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Grupo de migrantes na República Dominicana decide voltar à Venezuela

Crise econômica e política levou venezuelanos a deixarem o país afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. outubro 2018 - 19:12
(AFP)

A embaixada da Venezuela na República Dominicana repatriou neste sábado (6) 77 cidadãos que aceitaram o plano "De Volta à Pátria", lançado pelo governo do presidente Nicolás Maduro em meio a uma migração maciça forçada pela crise.

Os migrantes venezuelanos foram transferidos em dois ônibus da sede do consulado venezuelano em Santo Domingo para o Aeroporto Internacional das Américas.

No primeiro ônibus estava Jhon Pool Rodriguez, do estado venezuelano de Miranda (norte), que decidiu voltar depois de seis meses na República Dominicana, onde trabalhou como cozinheiro, vigia e lavador de carros.

"Decidi voltar porque não me dei bem", disse Rodriguez à AFP, explicando que o dinheiro que recebia por seus trabalhos era suficiente apenas para sobreviver, impedindo-o de enviar recursos para seus seis filhos na Venezuela.

O embaixador venezuelano na República Dominicana, Ali de Jesús Uzcátegui, indicou que os voos continuarão, conforme houver demanda e disponibilidade da companhia aérea estatal venezuelana Conviasa. Os aviões têm capacidade para 90 passageiros.

Segundo dados da embaixada, mais de 25 mil venezuelanos residem na República Dominicana.

Maduro disse que pedirá à ONU 500 milhões de dólares para repatriar os venezuelanos que solicitarem. Com esse dinheiro, pagará os aviões para seu retorno, disse ele.

O governo ativou em agosto passado o plano "De Volta à Pátria" para facilitar o retorno de venezuelanos ao país por aviões ou ônibus. Segundo o partido no poder, cerca de 7 mil pessoas já retornaram.

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