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Guaidó apela para que Maduro aceite a proposta dos EUA de novas eleições na Venezuela

Líder opositor Juan Guaidó afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 31. março 2020 - 17:36
(AFP)

O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó pediu nesta terça-feira ao governante socialista Nicolás Maduro que aceite a proposta dos Estados Unidos para que ambos se retirem do poder para a realização de novas eleições presidenciais no país.

"Que o usurpador assuma sua responsabilidade e aceite a oferta feita pela comunidade internacional", escreveu no Twitter Guaidó, chefe do Parlamento reconhecido como presidente interino da Venezuela por cinquenta países, liderados pelo governo de Donald Trump.

Mais cedo, o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, instou Maduro e Guaidó a se afastarem para a organização de um "governo de transição" e convocação de eleições presidenciais.

"Nicolás Maduro deve sair", disse Pompeo, ratificando seu apoio ao líder opositor.

A oposição venezuelana acusa Maduro de ter sido reeleito de forma fraudulenta em 2018 e o considera um "usurpador" do poder.

Guaidó disse que entrou em contato com Pompeo para "agradecer o apoio" pela "formação de um governo de emergência" para resolver a crise. "Estamos dando os passos certos", disse ele.

Em setembro passado, em negociações fracassadas com Maduro, Guaidó propôs a criação de um "conselho do governo de transição".

A iniciativa "implicaria a saída imediata de Maduro e meu afastamento do cargo até uma eleição presidencial real e verificável", disse o então líder da oposição.

E no último domingo Guaidó propôs "um governo de emergência" diante da pandemia do novo coronavírus, com 135 casos e três mortes na Venezuela.

Guaidó foi convocado pela Procuradoria da Venezuela na quinta-feira por uma investigação de um suposto plano de "golpe de Estado" e de "assassinato" contra Maduro, informou o procurador-geral Tarek William Saab nesta terça-feira.

Os Estados Unidos alertaram que prendê-lo seria "o último erro" do governo chavista.

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