Navigation

Guaidó assume controle de ativos da Venezuela no exterior

O autoproclamado presidente da Venezuela e líder opositor, Juan Guaidó, fala com a imprensa em 27 de janeiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2019 - 21:58
(AFP)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, anunciou nesta segunda-feira (28) que assumiu o controle dos ativos de seu país no exterior, para evitar que o presidente Nicolás Maduro acabe com os recursos em uma eventual saída do poder.

"A partir deste momento, iniciamos a tomada do controle progressivo e ordenado dos ativos de nossa República no exterior para impedir que, em sua etapa de saída (...), o usurpador e sua gangue tentem 'raspar a panela'", declarou, em um comunicado difundido nas redes sociais.

Ao mesmo tempo, Washington anunciou sanções contra a estatal petroleira venezuelana PDVSA e disse que sua filial naquele país, a Citgo, seguirá operando sempre que seus lucros sejam depositados em uma conta bloqueada nos Estados Unidos.

Em nota, Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, assegurou que vai começar o processo de nomeação das juntas diretivas da PDVSA e da Citgo para "iniciar a recuperação da nossa indústria, que hoje passa por um momento obscuro".

Guaidó ressaltou que vai propor ao Congresso que tome "as medidas necessárias para garantir a maior transparência e o controle no uso" destes recursos.

"Tomamos esta decisão para garantir que a CITGO continue sendo dos venezuelanos", manifestou o líder opositor, que se autoproclamou presidente interino na quarta-feira passada, depois de o Parlamento declarar Maduro um "usurpador".

O segundo governo de Maduro é considerado ilegítimo por Estados Unidos, UE, Canadá e uma dezena de países latino-americanos - integrantes do Grupo de Lima -, que tacham sua reeleição de fraudulenta.

O agravamento da crise ocorre em pleno colapso econômico na Venezuela, com sua petroleira em default e em seu menor nível de produção em 30 anos, escassez de alimentos e medicamentos e uma hiperinflação que o FMI projeta em 10.000.000% este ano.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.