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Guaidó convoca manifestações contra Maduro

O autoproclamado presidente da Venezuela e líder opositor, Juan Guaidó, fala com a imprensa em 27 de janeiro de 2019 em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2019 - 01:18
(AFP)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, convocou no domingo à noite manifestações para quarta-feira e sábado para exigir o apoio das Forças Armadas e respaldar o ultimato dado pela Europa ao presidente Nicolás Maduro, para que convoque eleições livres.

"Na quarta-feira, de 12 às 2 (da tarde), em todos os cantos da Venezuela sairemos às ruas (...) exigindo das Forças Armadas que fiquem do lado do povo. E no sábado, uma grande mobilização em toda Venezuela e todo o mundo para acompanhar o respaldo da União Europeia e o ultimato", disse Guaidó em um vídeo divulgado no Twitter.

Guaidó, presidente do Parlamento de maioria opositora, recordou que no próximo domingo vence o prazo de oito dias que Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Portugal deram no sábado a Maduro para que aceite eleições livres. Em caso contrário, as potências europeias reconhecerão o líder opositor como presidente interino.

"Estaremos (no sábado) celebrando este respaldo inédito de todo o mundo a nossa causa, mas também contando com que se vence este ultimato dado pela União Europeia para conseguir o fim da usurpação, o governo de transição e a convocação de eleições livres", completou.

Em uma entrevista ao canal CNN Turk, exibida no domingo, Maduro pediu aos países europeus que retirem a ameaça.

"Ninguém pode nos dar um ultimato", disse.

O líder parlamentar, autoproclamado presidente interino na semana passada, convocou as novas mobilizações após uma semana de protestos e distúrbios que deixaram 29 mortos e quase 350 detidos, de acordo com organizações de defesa dos direitos humanos.

Estimulado pelo crescente apoio dos Estados Unidos e da Europa, assim como a deserção do adido militar venezuelano em Washington, Guaidó pediu no domingo a seus seguidores que distribuíssem por todo o país cópias da lei de anistia que oferece aos militares, buscando atingir a principal base de apoio de Maduro, as Forças Armadas.

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