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Guaidó denuncia que Maduro tenta mover US$ 1,2 bilhão para o Uruguai

O líder opositor da Venezuela e autoproclamado presidente interino, Juan Guaidó (C), durante discurso em Caracas, em 4 de fevereiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2019 - 17:54
(AFP)

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, assegurou nesta segunda-feira (4) que o governo de Nicolás Maduro está tentando movimentar cerca de US$ 1,2 bilhão para o Uruguai e pediu ao governo uruguaio que não seja cúmplice de um "roubo".

"Eles estão tentando mover do Bandes um dinheiro que está em uma das contas para o Uruguai. Pedimos ao Uruguai que não seja cúmplice deste roubo (...) podemos estar falando de entre 1 e 1,2 bilhão de dólares", afirmou Guaidó, referindo-se ao Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, que possui filiais no Uruguai.

O Bandes é uma entidade estatal fundada em 2001, com presença na Nicarágua, no Equador, na Bolívia e na China, segundo seu site.

O Uruguai é um dos poucos países latino-americanos que não reconhece a autoproclamação de Guaidó como presidente interino.

Guaidó ligou os supostos planos de transferir fundo às "decisões da Europa", referindo-se a seu reconhecimento como presidente interino, nesta segunda, por parte de 19 países, entre eles Alemanha, Espanha, França e Reino Unido.

Segundo o líder do Legislativo, a informação foi vazada por "altos funcionários" que decidiram se colocar "ao lado da Constituição".

"Este é outro exemplo do que estão fazendo, querendo roubar o ouro e mover fundos públicos", detalhou Guaidó.

A denúncia ocorre a três dias de uma conferência em Montevidéus para buscar uma saída negociada para a crise, convocada por Uruguai e México e com participação de outros três governos latino-americanos e oito europeus.

O deputado já tinha pedido ao governo britânico para interceder para que o Banco da Inglaterra não devolva a Maduro o ouro e outros bens que Caracas tem depositados ali.

Maduro enfrenta a pressão de um amplo setor da comunidade internacional, liderado pelos Estados Unidos, que considera ilegítimo seu segundo mandato, iniciado em 10 de janeiro, por considerar que foi resultado de eleições fraudulentas.

Esse grupo exige que aceite novas eleições.

O líder socialista rejeita esses pedidos e garante que fazem parte de um "golpe de Estado" do governo de Donald Trump.

Os Estados Unidos endureceram, na semana passada, as sanções contra o governo de Maduro, congelando cerca de 7 bilhões de dólares em ativos neste país, e embargará as vendas de petróleo no mercado americano a partir de 28 de abril.

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