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Guaidó pede ajuda ao papa para que Maduro deixe o poder

Juan Guaidó, presidente interino autoproclamado da Venezuela, em reunião com membros da Confederação de Associações de Produtores Agrícolas da Venezuela (Fedeagro), em Caracas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. fevereiro 2019 - 23:35
(AFP)

O opositor Juan Guaidó, reconhecido por cerca de 40 países como presidente interino da Venezuela, pediu nesta quarta-feira (6) ao papa Francisco que defenda junto ao presidente Nicolás Maduro para que ele deixe o poder.

Guaidó pediu a Francisco para "mostrar" Maduro a necessidade de "avançar para um processo de transição ordenada que estabilize o país".

"O tempo é outro na Venezuela", disse o chefe do parlamento de maioria opositora, referindo-se à possibilidade de um diálogo com a mediação do pontífice, solicitado pelo governante socialista.

No final de janeiro, depois de visitar o Panamá, o papa pediu uma solução "justa e pacífica" para a crise venezuelana e evitou pronunciar-se "sobre o que fazer porque seria imprudente (...) e prejudicaria".

"A grande autoridade moral que o Vaticano e o Papa têm, na melhor das hipóteses, facilita o processo de garantias para alguns que hoje se recusam a ver a realidade", disse Guaidó, que acusa Maduro de "usurpar" a presidência por ter sido reeleito com fraude de votos.

Maduro enviou uma carta esta semana ao líder da Igreja Católica, na qual ele pede "seus maiores esforços para ajudar "no caminho do diálogo", disse o presidente ao canal italiano SkyTG24 na segunda-feira.

O papa está disposto a mediar se as "duas partes" o solicitarem. Ele disse que recebeu a carta, mas ainda não a leu.

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