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Foto de 14 de abril mostra paisagem de Jerusalém

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Os hotéis israelenses sofrem as consequências da guerra em Gaza, e o cancelamento dos voos de grandes companhias aéreas internacionais a Tel Aviv aumentará o impacto no setor turístico, embora a economia, em geral, esteja preparada para aguentar as consequências do conflito, preveem os especialistas.

O presidente da Associação de Operadoras de Turismo israelense, Ami Etgar, estima que haverá uma queda entre 30% e 40% na chegada de estrangeiros na temporada de verão (no hemisfério norte).

"Já sofremos um impacto negativo em julho e agosto, e se não houver mais voos para Israel a situação, claro, vai se deteriorar ainda mais", explicou à AFP.

"O turismo israelense estava em pleno crescimento, e a operação (militar em Gaza) acabou com isso. Não sabemos ainda até que ponto (a queda) terá impacto. Vai depender de como isto tudo acabará e de quanto Israel investirá em marketing para se adaptar à situação", considera Etgar.

A taxa de ocupação dos hotéis é de apenas 30%, em comparação às taxas 70% a 80% durante os verões em que Israel não estava em conflito. Além da ausência de visitantes estrangeiros, em particular os peregrinos, a tendência foi reforçada pela mobilização de dezenas de milhares de reservistas, com um impacto no mercado interno.

A redução da entrada de estrangeiros vai representar para a indústria do turismo em seu conjunto, de julho a setembro, 2,2 bilhões de shekels (664 milhões de dólares), dos quais "500 milhões somente para os hotéis" estima Shmuel Tsurel, da Associação Israelense de Hotelaria.

- Uma economia resistente -

As autoridades israelenses reagiram ao anúncio feito na terça-feira pelas companhias aéreas e autoridades ocidentais de aviação da suspensão dos voos para Tel Aviv, após a queda de um foguete a poucos quilômetros do aeroporto.

Israel anunciou um aumento dos voos da companhia aérea nacional, a El Al; a abertura de um aeroporto em Ovda, a 60 km de Eilat, no extremo sul do país; e o governo de Benjamin Netanyahu se esforçou para convencer os governos estrangeiros sobre a segurança do aeroporto Ben Gurion, protegido pelo eficaz sistema de defesa antiaérea "Cúpula de Ferro" ('Iron Dome'), que, segundo o Exército israelense, tem 90% de êxito.

De qualquer forma, se o turismo terá um ano difícil, o restante da economia não deve ser muito abalado, de acordo com os analistas.

Desde 2006, Israel travou quatro confrontos armados contra o movimento islamita Hamas em Gaza e uma guerra contra o libanês Hezbollah. De certa forma, os empresários do país já estariam "acostumados".

"O lado fraco da economia israelense continua sendo o turismo. Cada vez que há acontecimentos desse tipo, cai o número de turistas estrangeiros", afirma Rafi Melnick, do comitê monetário do banco central israelense.

Mas "os investimentos, o interesse pelas tecnologias de ponta e as exportações" continuam em alta, ressalta Melnick. "E o mesmo acontece com a bolsa, em tendência positiva", completa.

AFP