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Harris aborda corrupção e migração com ex-promotoras e juízas guatemaltecas

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, participa de reunião com líderes do setor judiciário guatemalteco na Casa Branca, em 19 de maio de 2021 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. maio 2021 - 01:09
(AFP)

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, destacou nesta quarta-feira (19) o papel da corrupção como propulsora da migração irregular quando se encontrou em Washington com proeminentes ex-promotoras e ex-juízas da Guatemala antes de sua viagem planejada a esse país no próximo mês.

Participaram do encontro as ex-procuradoras da Guatemala Thelma Aldana (2014-2018) e Claudia Paz y Paz (2010-2014), além de Claudia Escobar, ex-juíza do Tribunal de Apelações (2010-2015), e Gloria Porras, ex-juíza do Tribunal de Constitucionalidade (2011-2021).

Harris, comissionada pelo presidente Joe Biden a gerenciar a crescente chegada de imigrantes sem documentos do Triângulo Norte da América Central à fronteira entre os Estados Unidos e o México, disse que deseja conhecer em primeira mão aqueles que lutaram contra a corrupção na Guatemala.

“Algumas dessas líderes foram forçadas a deixar o país para trabalhar e nós estamos aqui porque quero ouvir suas histórias, não filtradas, não editadas e diretas”, afirmou Harris ao recebê-las no gabinete da vice-presidência, na Casa Branca.

As trajetórias desses juristas incluem o combate ao crime organizado e ao narcotráfico, a defesa dos direitos das mulheres e dos indígenas e a busca pela reconciliação pelos crimes cometidos durante a Guerra Civil da Guatemala (1960-1996).

Harris enfatizou que os Estados Unidos procuram dar motivos aos centro-americanos para permanecerem em seus países.

“E parte de dar esperança é ter um compromisso muito específico de erradicar a corrupção na região”, afirmou a vice-presidente americana.

Harris observou que "a injustiça é uma causa fundamental da migração centro-americana" e descreveu a corrupção como um "impedimento importante" para o desenvolvimento econômico da região.

“As famílias vivem com medo dos traficantes e das gangues. A corrupção impede as pessoas de obterem os serviços básicos que deveriam ter direito, como a educação dos filhos, o estabelecimento de um negócio ou a garantia de um julgamento justo", continuou.

Harris, que programou sua viagem ao México e à Guatemala para os dias 7 e 8 de junho, se reuniu no final de abril por videoconferência com líderes comunitários da Guatemala.

Antes, a vice-presidente teve um encontro virtual com o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, a quem prometeu que Washington enviará 310 milhões de dólares em ajuda humanitária à América Central.

Mais de 172.000 imigrantes ilegais foram presos em março na fronteira sul dos Estados Unidos, um aumento de 71% em um mês e o nível mais alto em 15 anos.

A maioria dos migrantes era oriunda dos três países do Triângulo Norte da América Central: Guatemala, Honduras e El Salvador. Em abril, o número total de pessoas que procuraram fazer a travessia para os Estados Unidos sem documentos aumentou 3% em relação ao mês anterior.

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