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(Arquivo) A ministra holandesa da Saúde, Edith Schippers

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Criticado pelos vizinhos europeus, o governo holandês admitiu que foram cometidos "erros" na gestão do escândalo dos ovos contaminados, mas se negou a reconhecer qualquer acusação de negligência.

"Em qualquer crise se cometem erros. É totalmente o caso nesta", afirmou a ministra de Saúde da Holanda, Edith Schippers, em um programa da televisão holandesa divulgado na quinta-feira à noite.

A ministra alegou, porém, que o governo "não podia burlar o tempo da investigação judicial e das análises" das amostras extraídas.

Muitos condenam a Holanda por não ter transmitido antes a informação sobre os ovos contaminados com pesticida.

"Estávamos a par de um aviso sobre a presença de fipronil em uma granja de galinhas poedeiras em novembro de 2016, mas não havia nenhuma indicação sobre a descoberta de fipronil nos ovos nesse momento", insistiu a ministra, em sua primeira declaração pública desde que o caso veio à tona na semana passada.

A gestão desse aviso por parte de Haia suscitou críticas de autoridades políticas de vários países europeus afetados pela crise.

"A cooperação deve ser melhor no futuro", declarou na quarta-feira (9) o ministro francês da Agricultura, Stéphane Travert, enquanto seu homólogo belga, Denis Ducarme, acusou a Holanda de tratar com negligência a informação anônima recebida em 2016.

O fipronil é um pesticida corrente encontrado em produtos veterinários, mas seu uso é proibido em animais destinados ao consumo e à indústria alimentícia na União Europeia (UE).

A utilização dessa substância por empresas de desinfecção em granjas avícolas de Holanda, Bélgica e Alemanha veio à tona na semana passada, provocando a retirada de milhões de ovos de supermercados alemães e holandeses.

Nesta sexta, o comissário europeu de Saúde, Vytenis Andriukaitis, propôs a realização de "uma reunião de alto nível" quando o total de ovos e países afetados tiver sido estabelecido.

AFP