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Homem é baleado em caravana contra Ortega em Manágua

"Marcha das Flores", em homenagem aos menores mortos nos protestos na Nicarágua, em Manágua, em 30 de junho de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. julho 2018 - 20:37
(AFP)

Um manifestante ficou ferido neste fim de semana durante um breve ataque a tiros contra uma caravana de veículos que percorre vários bairros de Manágua para exigir a saída do presidente Daniel Ortega.

"Temos um companheiro baleado que foi levado ao hospital", declarou um homem que participava da caravana, com o rosto coberto com um pano azul e branco, as cores da bandeira da Nicarágua.

Uma jornalista local disse ter presenciado o momento em que um homem foi ferido no braço. A imprensa reportou ao menos um ferido quando a caravana passava pelo bairro Altagracia, no oeste de Manágua.

Os manifestantes acusaram grupos ligados à governante Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que têm uma casa do partido nesse local. O governo ainda não se pronunciou.

Agitando bandeiras nicaraguenses e buzinando, uma longa caravana de veículos percorreu vários bairros do oeste de Manágua, atraindo moradores.

"Viva Nicarágua livre", "Vá embora" - gritaram moradores de alguns bairros, como San Judas (oeste), onde várias pessoas bateram panelas nas calçadas.

A caravana chamada "Nicarágua não se rende" foi realizada um dia depois de duas pessoas morrerem e 11 ficarem feridas em ataques a tiros durante um dia em que milhares marcharam em Manágua e outras cidades do país.

"Eles têm armas e nós, nada. Pedimos a Ortega que vá embora", declarou a jornalistas uma mulher que bateu panelas no bairro de San Judas.

A "Marcha das Flores", em homenagem aos menores que estão entre os mais de 220 falecidos em dois meses e meio de violência, foi a primeira de milhares desde o gigantesco protesto de 30 de maio, Dia das Mães, que deixou 18 mortos por um ataque de policiais e paramilitares.

Os protestos exigem a renúncia de Ortega, ex-guerrilheiro de esquerda de 72 anos acusado de instaurar, junto com sua esposa e vice-presidente Rosario Murillo, o nepotismo, uma ditadura, e de provocar uma brutal repressão.

"Mentirosos, ladrões e assassinos, quem são os vândalos de verdade?!" - dizia um cartaz segurado por um homem durante a passagem da caravana.

O governo acusa os manifestantes de "golpistas", "delinquentes" e "vândalos".

Diante de milhares de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, o papa Francisco pediu pela Nicarágua.

"Renovando minha oração pelo amado povo da Nicarágua, desejo me unir aos esforços que estão realizando os bispos deste país e tantas pessoas de boa vontade, em seu papel de mediação e testemunho para o processo de diálogo nacional em curso no caminho para a democracia", afirmou.

A Igreja católica, mediadora em um diálogo entre o governo e a oposição formada por grupos da sociedade civil, pede a Ortega, cujo terceiro mandato consecutivo acaba em janeiro de 2022, responder à proposta de antecipação das eleições de 2021 para março de 2019.

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