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Mulheres muçulmanas se reúnem perto de uma mesquita de Urumqi, na região uigure da China, Xinjiang, em 23 de maio de 2014.

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Uma cidade de Xinjiang, região muçulmana do nordeste da China, proibiu os homens com barba e as mulheres com véu de viajar nos transportes coletivos, segundo a imprensa oficial, o que provocou a ira de um grupo de defesa dos direitos dos uigures.

As autoridades de Karamay proibiram os homens com barba grande e as pessoas com o crescente vermelho islâmico estampado em sua roupa de utilizar os ônibus municipais, informa o Diário de Karamay, um jornal local.

Além disso, as mulheres com 'hijab' (véu que cobre o cabelo e o pescoço), 'niqab' (que cobre o rosto, permitindo mostrar apenas os olhos) ou a 'burqa' (que cobre todo o corpo) estão proibidas de utilizar os transportes públicos.

"Os que não cooperarem com as equipes de inspeção serão enviados à polícia", adverte o jornal.

Esta proibição estará em vigor durante uma competição esportiva local, que termina em 20 de agosto, explica.

Xinjiang conta com 10 milhões de uigures, muçulmanos de origem turca que se opõem, em parte, à tutela de Pequim. Segundo as autoridades, um setor radicalizado é o responsável pelos ataques sangrentos realizados nos últimos meses na região.

Especialistas e grupos de defesa dos direitos humanos consideram que a política repressiva de Pequim em relação à cultura e à religião desta etnia alimenta as tensões em Xinjiang.

As autoridades colocaram obstáculos aos muçulmanos da região para observar neste ano o jejum do Ramadã, enquanto diversas campanhas desencorajavam a utilização do véu islâmico pelas mulheres.

A imprensa oficial chinesa anunciou no domingo que 59 "terroristas" e 37 civis morreram na semana passada em um confronto no distrito de Yarkand.

Após um sangrento atentado suicida realizado em maio em um mercado de Urumqi, a capital regional, o governo anunciou uma grande campanha de luta antiterrorista.

Os controles de segurança nos transportes públicos da região se intensificaram desde então.

AFP