Navigation

Hominídeo de Denisova viveu no planalto tibetano há 160 mil anos, revela estudo

Reconstrução virtual do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva de uma mandíbula encontrada na caverna de Baishiya, em Xihae, em foto divulgada em 1 de maio de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 01. maio 2019 - 17:10
(AFP)

O Hominídeo de Denisova, espécie próxima dos Neandertais, viveu no planalto tibetano a 3.300 metros de altitude há pelo menos 160 mil anos - anunciam pesquisadores na revista Nature, nesta quarta-feira (1º).

O estudo de uma mandíbula encontrada em uma caverna em Xiahe, na China, permitiu atribuí-la a esta espécie identificada em 2010.

A descoberta se deu, após análise de DNA de um fragmento de osso encontrado na caverna de Denisova, nas montanhas de Altai. O Hominídeo de Denisova esteve presente tanto no sul da Sibéria quanto na China.

Constatou-se também que este primo distante do homo sapiens já estava adaptado às grandes alturas muito antes da chegada do homem moderno a esta região, disseram os cientistas da revista Nature nesta quarta-feira.

Desta vez, não foi o DNA que foi decisivo, mas proteínas antigas que puderam ser extraídas de um molar ainda presente na mandíbula. Isso se deu graças a uma nova técnica, desenvolvida pela equipe de Jean-Jacques Hublin no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).

Esta descoberta é importante porque até agora os paleantropólogos só tinham pequenos fragmentos de osso encontrados em Denisova, o que não permitia saber como era essa espécie.

O que também se sabe é que o DNA de Denisovan deixou seu rastro nas populações atuais da Ásia, especialmente no Tibete e nas regiões vizinhas. As populações indígenas da Austrália e da Melanésia são as que mais retiveram sua pegada.

"Para que o nosso ancestral Homo Sapiens, a caminho da colonização da Austrália, tenha encontrado esses Denisovans, era necessário que eles existissem em outros lugares além de Altai, provavelmente em grande parte da Ásia continental", disse o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin à AFP.

A mandíbula chinesa é a prova concreta. O fóssil vem da caverna de Baishiya, um santuário budista em Xiahe, na província chinesa de Gansu.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.