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Honduras pede aos EUA extensão de benefícios aos migrantes após furacões

(ARQUIVO) Estrada inundada pelo rio Chirichil após fortes chuvas durante a passagem do furacão Eta em Toyos, Honduras em 4 de novembro de 2020. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 04. dezembro 2020 - 23:12
(AFP)

Honduras pediu aos Estados Unidos nesta sexta-feira (4) a extensão do benefício de trabalho a seus migrantes que está prestes a expirar, conhecido como TPS, devido à crise que atinge o país após a passagem de dois furacões.

“Diante dos desastres gerados no país pelas tempestades tropicais Eta e Iota, o chanceler Lisandro Rosales apresentou em Washington um novo pedido oficial de Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês)”, informou a chancelaria em nota.

O pedido foi feito ao secretário interino do Departamento de Segurança Interna (DHS), Chad Wolf.

O TPS distribuiu autorizações de trabalho a cerca de 44.000 hondurenhos desde que foi concedido pelos Estados Unidos em 1999, após a passagem devastadora do furacão Mitch por Honduras em 1998. O governo do presidente Donald Trump decretou o encerramento do programa em 4 de janeiro.

O beneficiário deste programa obtém autorização de trabalho, proteção contra deportação e autorização para viajar ao exterior. Cidadãos não americanos podem receber o benefício quando há um conflito armado ou desastre natural em seus países de origem.

Atualmente, sete países se candidatam ao TPS: Honduras, El Salvador, Haiti, Nicarágua, Somália, Sudão e Sudão do Sul.

O chanceler acompanha o presidente Juan Orlando Hernández em uma viagem por Washington, onde o mandatário hondurenho tem se reunido com representantes de bancos multilaterais para prestar assistência ao país após a passagem dos ciclones Eta e Iota.

Honduras foi atingido na primeira quinzena de novembro pelos dois ciclones no vale de Sula, ao norte, pilar da economia do país que contribui com cerca de dois terços do Produto Interno Bruto (PIB).

Tudo isso em meio aos efeitos devastadores na economia do confinamento do confinamento imposto para contar a pandemia da covid-19.

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