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HRW denuncia medidas "brutais" de grupos armados na Colômbia para conter COVID-19

Diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, apresenta em Bogotá relatória sobre violência de grupos armados na Colômbia, em 22 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 15. julho 2020 - 17:22
(AFP)

A Human Rights Watch denunciou nesta quarta-feira que na Colômbia grupos armados impuseram "medidas brutais" para assegurar o cumprimento de medidas restritivas para contornar o avanço da pandemia de COVID-19.

Para fazer cumprir suas regras, os grupos armados ameaçaram, assassinaram e atacaram aqueles que consideram não cumprir as normas", denunciou a organização em um relatório que faz referência ao Exército de Libertação Nacional (ELN), às dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e das Forças de Autodefesa Gaitanista da Colômbia (AGC).

O diretor da HRW para as Américas, José Miguel Vivanco, alertou que "esse brutal controle social reflete as falhas históricas do Estado em estabelecer uma presença significativa em áreas remotas do país".

A Colômbia registra 159.898 infecções por coronavírus e 5.625 mortes, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Desde segunda-feira, 3,5 milhões de pessoas voltaram ao confinamento rigoroso devido ao avanço da epidemia, que ainda não atingiu o pico no país.

"Os grupos armados impuseram 'punições' brutais, incluindo assassinatos, àqueles que supostamente violam suas regras", denunciou a HRW, citando ações do ELN, as dissidências das FARC e da AGC.

De acordo com a HRW, grupos armados informaram às populações locais que estavam impondo regras para impedir a disseminação do COVID-19 em pelo menos 11 dos 32 departamentos da Colômbia e, em pelo menos cinco deles, grupos usavam violência para garantir o cumprimento de suas normas.

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