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O ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, no dia 30 de junho de 2016

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O ex-presidente do Peru Ollanta Humala negou nesta sexta-feira (24) ter recebido financiamento da empreiteira Odebrecht para sua campanha de 2011, após vir à tona que a empresa entregou US$ 3 milhões com este objetivo.

"O que foi assinalado pelo senhor (Jorge) Barata, ex-executivo da Odebrecht no Peru, não é reconhecido por nós como certo. Acreditamos que tudo isso deva ser avaliado na Procuradoria. Tudo o que é dito por um aspirante a 'colaborador eficaz' deve ser plenamente provado", disse à imprensa após sair de casa.

Humala informou que as contribuições recebidas pelo Partido Nacionalista, tanto para as eleições de 2011 como para as eleições de 2006, foram reportadas ao Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol).

Segundo a revista "Caretas", publicada na quinta-feira (23), Barata entregou em um hotel de São Paulo US$ 3 milhões à mulher de Humala, Nadine Heredia, para a campanha de 2011.

"Barata reconhece ter entregado a importante quantia em dinheiro para Nadine Heredia, ex-primeira-dama, no início de 2010 (...) no hotel Jardim Europa, de São Paulo", assinala a revista.

"Não recebemos fundos ilegais para a campanha como vem sendo especulado. Ratificamos nossa prestação de contas, como fizemos em 2006 e em 2011. Estamos tranquilos, fazendo nosso trabalho e cuidando da família no país", assinalou.

Em um comunicado divulgado na quinta-feira (23), o Partido Nacionalista sustentou que as contribuições e os gastos efetuados pelo movimento durante o processo eleitoral de 2011 "foram submetidos a uma auditoria pela ONPE, sem que fosse imposta sanção administrativa alguma, pois, no fundamental, cumprimos o estabelecido na Lei de Partidos Políticos".

A nota afirma que as contribuições e doações recebidas durante a campanha eleitoral "não constituem delito, pelo contrário, todas as doações efetuadas por pessoas, ou empresas com fins eleitorais, deveriam ser qualificadas de delitivas. O que é, evidentemente, insustentável".

AFP