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Hungria inicia campanha de vacinação com vacina chinesa, o primeiro na UE

A China, onde o novo coronavírus surgiu há um ano, investiu muito no desenvolvimento de vacinas afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. fevereiro 2021 - 10:43
(AFP)

A Hungria começou, nesta quarta-feira (24), a administrar a vacina contra a covid-19 do laboratório chinês Sinopharm, tornando-se o primeiro país da União Europeia (UE) a fazê-lo, após já ter utilizado a russa Sputnik V.

"Hoje, começamos a vacinar com lotes chineses", anunciou em uma breve mensagem no Facebook o primeiro-ministro soberanista Viktor Orban.

As primeiras 550.000 doses chegaram da China em meados de fevereiro, sobre um pedido total de 5 milhões, o suficiente para vacinar um quarto da população do país, com 9,8 milhões de habitantes.

O Centro Nacional de Saúde Pública (NNK) forneceu imediatamente sua aprovação final.

Orban, que havia mencionado sua preferência pessoal pela vacina desenvolvida pela Sinopharm no final de janeiro, espera poder receber a primeira dose na próxima semana.

No entanto, mesmo que a campanha avance, não está em uma etapa suficientemente avançada para flexibilizar as restrições para conter a pandemia, alertou o primeiro-ministro, enquanto "uma terceira onda de coronavírus ameaça a Hungria".

Este país da Europa central registra atualmente cerca de 100 mortos por dia por causa da covid-19, o que leva o total de mortos para mais de 14.550 desde o início da pandemia, enquanto o número de novas infecções e pacientes hospitalizados aumentou drasticamente em fevereiro.

A Hungria também aprovou a vacina russa em janeiro, sem esperar a autorização da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), e começou a administrá-la em 12 de fevereiro, apesar da relutância de seus habitantes.

Nessa ocasião, Orban criticou novamente o processo de validação e compra de vacinas por parte da UE como muito lento.

"A cada dia que passamos esperando a (decisão de) Bruxelas, perdemos 100 vidas húngaras", afirmou então Viktor Orban. "Por que devemos pensar que os especialistas europeus são mais inteligentes que nós? Confio mais nos húngaros", enfatizou.

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