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Inglaterra quer proibir venda de bebidas energéticas a crianças

A primeira-ministra britânica Theresa May em 24 de julho de 2018 em Londres afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. agosto 2018 - 11:39
(AFP)

O governo britânico quer proibir a venda de bebidas energéticas a crianças e adolescentes na Inglaterra, e anunciou nesta quinta-feira uma consulta pública sobre o tema.

Londres propõe a proibição da venda para menores de idade das bebidas com mais de 150 mg de cafeína por litro, casos das várias marcas famosas.

Vários distribuidores já proíbem a venda para menores de 16 anos, mas o governo prevê que todos os varejistas adotem a medida, para lutar contra a obesidade infantil e os problemas de saúde associados a seu consumo.

A consulta pública terá como objetivo determinar se a proibição deve ser aplicada a menores de 16 anos ou de 18 anos.

Mais de dois terços das crianças e adolescentes de 10 a 17 anos e 25% dos menores entre 6 e 9 anos consomem bebidas energéticas.

Uma lata de 250 ml de bebida energética pode conter 80 mg de cafeína - o equivalente a três latas de refrigerante - e em média uma lata desta bebida tem 60% a mais de calorias e 65% a mais de açúcar que uma bebida normal, de acordo com dados citados pelo governo.

"Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, às vezes porque são mais baratas que os refrigerantes", afirmou a primeira-ministra Theresa May em um comunicado que anuncia a consulta.

"Temos a responsabilidade de proteger as crianças dos produtos que afetam a sua saúde e educação", completou no mesmo comunicado o secretário de Estado para a Saúde Pública, Steve Brine.

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