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Interpol recusou 'alerta vermelho' contra Morales mas Bolívia retomará pedido

(Arquivo) O ex-presidente da Bolívia Evo Morales afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. janeiro 2020 - 20:46
(AFP)

A Interpol recusou um pedido de "alerta vermelho" contra o ex-presidente Evo Morales, mas o Ministério Público boliviano "solicitará novamente a ativação" da medida, informou nesta quinta-feira (30) o procurador-geral Juan Lanchipa.

O selo vermelho é "um aviso internacional sobre pessoas procuradas, mas não significa uma ordem de prisão", segundo a página do Interpol.

"Esperamos a resposta da Interpol para que nos aponte de forma concreta qual o motivo para não ter aceitado a nossa solicitação", disse Lanchipa, em resposta a jornalistas.

No final de novembro, a Justiça boliviana afirmou que tinha ativado um "alerta azul" na Interpol para que Morales fosse investigado no México, onde recebeu asilo após renunciar no último 10 de novembro. Em seguida, no mês de dezembro, ele foi asilado em Buenos Aires.

No dia 8 de janeiro, o ministro de Interiores, Arturo Murillo, declarou que tinham "dado ordem para a ativação do Interpol baseado na ordem de busca internacional emitida por nós contra Evo Morales".

Até o momento, nenhum dos alertas entrou em vigor.

Para enviar uma nova solicitação a Interpol, "temos que esperar uma mudança circunstancial, que tenhamos algum outro elemento", ressaltou Lanchipa.

Morales renunciou à Presidência em meio à convulsão social após sua vitória no primeiro turno das eleições presidenciais em 20 de outubro, um pleito que foi suspenso depois que uma auditoria da OEA encontrou irregularidades em sua realização.

Desde que isso ocorreu, o governo abriu vários processos contra o ex-presidente na Justiça.

As próximas eleições na Bolívia estão marcadas para o próximo 3 de maio e um eventual segundo turno pode vir a ser realizado em 14 de junho.

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