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Investigado em caso Odebrecht na Colômbia viaja para EUA

Sede da Odebrecht, em 2 de março de 2017, em São Paulo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. dezembro 2018 - 17:28
(AFP)

Um ex-funcionário de alto escalão da Colômbia investigado por suposta ligação com o caso de corrupção da Odebrecht viajou aos Estados Unidos, que pediu às autoridades colombianas atenção especial a sua segurança.

"No sábado à tarde, pelo aeroporto El Dorado", em Bogotá, "saiu o senhor Luis Fernando Andrade com destino aos Estados Unidos", declarou a jornalistas o diretor do Migração Colômbia, Christian Krüger.

O ex-diretor da Agência Nacional de Infraestrutura, que tem cidadania americana, esteve em prisão domiciliar durante um ano em Bogotá, de onde denunciou intimidações constantes por meio de escutas e voos de drones.

O juiz a cargo do seu caso suspendeu a medida de segurança em 4 de dezembro. "Não tinha nenhum impedimento (para sair do país) nem ordem de captura", acrescentou Krüger.

Em um comunicado publicado nesta terça-feira (18), o ex-funcionário assegurou que viajou aos Estados Unidos para visitar familiares e amigos. "Tenho a intenção de continuar comparecendo à Justiça colombiana até que limpem meu nome", escreveu.

Pelas denúncias feitas, o embaixador americano na Colômbia, Kevin Whitaker, dirigiu uma carta em meados de novembro ao governo de Iván Duque na qual solicitava "especial atenção à segurança e integridade física" de Andrade e sua família.

O ex-funcionário é investigado por supostamente favorecer a Odebrecht e seu sócio colombiano na concessão de contratos, acusação que ele nega.

O procurador-geral, Néstor Humberto Martínez, o acusa de liderar uma conspiração contra ele. Andrade denunciou "conflitos de interesse" de Martínez.

O caso Odebrecht sofreu uma guinada dramática na Colômbia após a morte, em 8 de novembro, de Jorge Pizano, auditor do consórcio formado pela empresa brasileira junto com a local Corficolombiana para construir uma milionária estrada ligando o centro ao norte do país.

Três dias depois, seu filho morreu envenenado com cianureto que bebeu de uma garrafa de água encontrada no escritório de Pizano. As duas mortes estão sendo investigadas.

Pizano assegurou em entrevista que o então advogado e hoje procurador-geral soube das irregularidades do consórcio e não as denunciou.

O ex-auditor tinha uma relação pessoal e profissional com Martínez, que trabalhava como advogado do influente banqueiro Luis Carlos Sarmiento, dono da Corficolombiana.

A Suprema Corte de Justiça nomeou um procurador especial para que assuma a investigação.

Segundo a Procuradoria, a Odebrecht pagou na Colômbia 32,5 milhões de dólares em propinas em troca de obras, prática realizada por ao menos 12 países.

Seis pessoas foram condenadas no país pelo caso de corrupção, que a Justiça americana revelou internacionalmente.

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