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Família caminha para escola da ONU na cidade de Gaza em busca de refúgio

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O exército israelense pediu neste domingo aos habitantes de várias cidades da Faixa de Gaza que abandonem imediatamente suas casas, em previsão de grandes bombardeios na região a partir das 12H00 (6H00 de Brasília).

A aviação israelense lançará panfletos sobre o norte do território palestino, controlado pelo movimento islamita Hamas, perto da fronteira com Israel. Os panfletos pedem aos civis que abandonem suas residências antes de meio-dia e se refugiem no sul do território, segundo um comunicado do exército.

"Os panfletos advertem aos moradores de Beit Lahiya que se afastem, por sua segurança, dos ativistas do Hamas e dos locais onde atuam", afirma a nota.

Esta é a primeira vez que o exército dá um ultimato à população de Gaza desde o início das hostilidades na terça-feira.

"O exército israelense tem a intenção de atacar as infraestruturas terroristas. A operação será limitada. Os que não respeitarem as instruções colocarão sua vida e a de suas famílias em perigo", advertiu o exército.

Segundo a rádio militar, a aviação "vai passar a uma nova etapa com ataques sem precedentes" contra as plataformas de lançamento de foguetes de longo alcance.

O porta-voz do exército, general Moty Almoz, disse à rádio militar que os palestinos "devem levar a ameaça a sério, porque não se trata de uma medida psicológica".

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou na reunião semanal do conselho de ministros que Israel "está atacando o Hamas com cada vez mais intensidade".

"Temos que compreender como nosso inimigo funciona. Quem esconde armas debaixo dos hospitais? O Hamas. Quem instala postos de comando em edifícios perto de creches? O Hamas", disse o chefe de Governo.

"O Hamas utiliza a população como escudo humano e atrai a desgraça aos habitantes de Gaza", completou Netanyahu, segundo a rádio militar.

Neste domingo, a polícia israelense prendeu 10 manifestantes palestinos na Esplanada das Mesquitas, na parte antiga de Jerusalém.

Os manifestantes atiraram pedras contra os policiais que acompanhavam os visitantes no Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas), segundo as autoridades.

AFP