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Israel retoma confinamento enquanto segunda onda de coronavírus avança na Europa

(12 setembro) Sacerdote caminha na Cidade Velha de Jerusalém afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 13. setembro 2020 - 22:27
(AFP)

Um passo atrás no retorno à normalidade: Israel anunciou neste domingo um novo confinamento nacional, tornando-se o primeiro país fortemente atingido pelo novo coronavírus a aplicar tal medida, enquanto a Europa seguia lutando contra o novo aumento do número de casos, como a Áustria, que anunciou enfrentar a segunda onda.

"O governo decidiu hoje aplicar um confinamento estrito de três semanas, com a opção de prorrogar a medida", declarou o premier de Israel, Benjamin Netanyahu. Autoridades impuseram na semana passada um toque de recolher em cerca de 40 cidades israelenses, principalmente nas localidades árabes e ultraortodoxas, o que não impediu o aumento do número de casos.

Às vésperas das festas judaicas, o país enfrentou nos últimos dias um debate entre partidários de um confinamento parcial e de um geral. O governo optou não apenas pelo confinamento geral, mas também estendeu a medida por três semanas, alcançando as festas judaicas, para tentar conter a propagação da doença em um período em que as famílias costumam se reunir em casa e nas sinagogas.

Segundo dados compilados pela AFP, Israel foi o segundo país com maior número de casos per capita nas últimas semanas, atrás do Barein, seu novo aliado, com o qual assinará esta semana um acordo de normalização das relações. A taxa de infecções em Israel voltou a subir, com mais de 153 mil casos em uma população de 9 milhões de habitantes.

A pandemia já provocou pelo menos 921.097 mortes no mundo desde que a unidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) na China detectou o surgimento da doença, em dezembro de 2019, de acordo com um balanço estabelecido pela AFP e atualizado na manhã deste domingo, com base em dados oficiais dos países.

- 'Início da segunda onda' -

Apesar do aumento dos casos em vários países europeus, até agora não foi reaplicado nenhum confinamento nacional naquele continente. Nas últimas 24 horas, a França registrou mais de 7 mil casos, depois que, na véspera, ultrapassou a barreira dos 10 mil casos diários, próxima do pico da primeira onda, em abril. Autoridades francesas descartaram impor mais restrições, apesar do que chamaram de "clara piora".

Na Áustria, o chanceler Sebastian Kurz anunciou que o país está "no começo da segunda onda" e que, em breve, serão superados os mil casos diários. Segundo ele, o governo restringirá ainda mais os eventos e estendera o uso obrigatório da máscara às lojas e aos prédios públicos.

O Reino Unido, país europeu com mais mortos pela doença (41.623), registrou 3 mil casos ontem, pelo segundo dia consecutivo. Segundo o jornal "Sunday Times", um terço destes casos foram registrados em asilos.

Após aplicar uma série de confinamentos locais este mês, novas restrições determinadas pelo governo entrarão em vigor amanhã na Inglaterra, principalmente limitando reuniões sociais a no máximo seis pessoas.

Na Coreia do Sul, ao contrário, autoridades anunciaram que a partir de amanhã, e por duas semanas, irão suavizar em Seul algumas das medidas de controle implementadas nas últimas semanas.

Neste sábado, foram registrados 4.806 mortes e 284.827 contágios no planeta. Os países que contabilizaram mais vítimas fatais em 24 horas foram Índia (1.114), Brasil (814) e Estados Unidos (523).

O total de óbitos nos Estados Unidos alcança 193.705, com 6.486.401 contágios. As autoridades consideram que 2.434.658 pessoas estão recuperadas.

Depois dos Estados Unidos, os países com mais vítimas fatais são o Brasil, com 131.210 mortes e 4.315.687 casos, a Índia (78.586 mortos e 4.754.356 casos), México (70.604 mortos e 663.973 casos) e Reino Unido (41.623 mortos e 365.174 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru registra a maior taxa de mortalidade, com 93 óbitos para cada 100.000 habitantes, seguido por Bélgica (86), Espanha (64), Bolívia (63) e Chile (62).

A China, sem levar em consideração os territórios de Hong Kong e Macau, registra 85.184 pessoas infectadas, com 4.634 mortes e 80.399 totalmente recuperadas.

Desde o início da epidemia, América Latina e Caribe registram 309.317 mortes (8.229.215 contágios), a Europa 221.146 (4.471.410), Estados Unidos e Canadá 202.916 (6.622.504), a Ásia 114.518 (6.445.438), Oriente Médio 39.829 (1.671.988), a África 32.501 (1.348.379) e a Oceania 870 (30.563).

O balanço foi elaborado com os dados divulgados pelas autoridades nacionais e compilados pelas redações da AFP e com informações da OMS. Devido a correções por parte das autoridades ou ao atraso na publicação dos dados, o aumento dos números publicados nas últimas 24 horas pode não corresponder exatamente ao do dia anterior.

À espera de uma vacina, autoridades tentam fazer com que sejam respeitadas as medidas de proteção, que seguem gerando polêmica em diferentes países. Na Austrália, a polícia prendeu hoje dezenas de participantes de uma manifestação contra o confinamento em Melbourne, que reuniu cerca de 250 pessoas.

Na véspera, manifestantes em Alemanha e Polônia protestaram contra as medidas de controle do coronavírus e o uso da máscara. Do lado oposto, milhares de manifestantes pediram hoje em Bruxelas melhorias no sistema de saúde daquele país, fortemente atingido pela doença, com cerca de 100 mil mortos em uma população de 11,5 milhões de habitantes.

Com mensagens como "Enfermeiras maltratadas = pacientes em perigo", profissionais da área de saúde exigiram novas contratações para melhorar a qualidade do atendimento, e aumento salarial.

No Líbano, 90 capacetes azuis da ONU mobilizados no sul do país testaram positivo para o novo coronavírus, segundo um porta-voz da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul). Eles foram colocados em isolamento.

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