Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

(2013) Navio da Guarda Costeira japonesa navega perto de ilhas disputadas no Mar da China Oriental

(afp_tickers)

O Japão advertiu nesta terça-feira que "ações perigosas" de Pequim, que reivindica um arquipélago controlado por Tóquio no Mar da China Oriental, podem ter "consequências não desejadas".

Em novembro do ano passado, a China anunciou a criação de uma "zona aérea de identificação", que cobre uma grande parte do mar da China Oriental, entre a Coreia do Sul e Taiwan, e compreende o arquipélago das ilhas Senkaku, que Pequim reivindica com o nome de Diaoyu.

No livro branco anual da Defesa, o Japão afirma estar "extremamente preocupado" com a criação desta "zona aérea de identificação", uma iniciativa que "provoca apenas uma escalada e poderia ter consequências não desejadas".

Também ressalta que o orçamento militar chinês tem aumentado constantemente e de modo relevante nos últimos 10 anos.

A China reagiu e afirmou que o Japão faz "acusações sem fundamentos".

"O Japão alega deliberadamente 'uma ameaça chinesa' como um pretexto para desenvolver sua produção de armamento. A China se opõe a isto com firmeza", afirma uma nota do ministério da Defesa de Pequim.

As relações entre Pequim e Tóquio, as duas maiores potências da Ásia, passam por um momento de tensão desde o fim de 2012 pela disputa territorial, mas também por divergências históricas.

As ilhas Senkaku/Diaoyu, nacionalizadas pelo Japão em setembro de 2012, ficam 200 km ao nordeste de Taiwan, que também as reivindica, e 400 km ao oeste de Okinawa (sul do Japão).

Pequim envia com frequência embarcações e a guarda costeira à região, onde se encontram navios japoneses, o que provoca o temor de um incidente armado.

AFP