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Japão denuncia 'ações perigosas' de Pequim no Mar da China Oriental

(2013) Navio da Guarda Costeira japonesa navega perto de ilhas disputadas no Mar da China Oriental afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 05. agosto 2014 - 16:58
(AFP)

O Japão advertiu nesta terça-feira que "ações perigosas" de Pequim, que reivindica um arquipélago controlado por Tóquio no Mar da China Oriental, podem ter "consequências não desejadas".

Em novembro do ano passado, a China anunciou a criação de uma "zona aérea de identificação", que cobre uma grande parte do mar da China Oriental, entre a Coreia do Sul e Taiwan, e compreende o arquipélago das ilhas Senkaku, que Pequim reivindica com o nome de Diaoyu.

No livro branco anual da Defesa, o Japão afirma estar "extremamente preocupado" com a criação desta "zona aérea de identificação", uma iniciativa que "provoca apenas uma escalada e poderia ter consequências não desejadas".

Também ressalta que o orçamento militar chinês tem aumentado constantemente e de modo relevante nos últimos 10 anos.

A China reagiu e afirmou que o Japão faz "acusações sem fundamentos".

"O Japão alega deliberadamente 'uma ameaça chinesa' como um pretexto para desenvolver sua produção de armamento. A China se opõe a isto com firmeza", afirma uma nota do ministério da Defesa de Pequim.

As relações entre Pequim e Tóquio, as duas maiores potências da Ásia, passam por um momento de tensão desde o fim de 2012 pela disputa territorial, mas também por divergências históricas.

As ilhas Senkaku/Diaoyu, nacionalizadas pelo Japão em setembro de 2012, ficam 200 km ao nordeste de Taiwan, que também as reivindica, e 400 km ao oeste de Okinawa (sul do Japão).

Pequim envia com frequência embarcações e a guarda costeira à região, onde se encontram navios japoneses, o que provoca o temor de um incidente armado.

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