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O OSDH descreveu a tomada do campo de Shaar, na quinta-feira, como a maior operação contra o regime sírio executada pelo EI desde que o grupo jihadista entrou no conflito sírio, ano passado.

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Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) mataram 270 pessoas, incluindo combatentes do regime sírio, guardas e funcionários, em um ataque para assumir o controle de um campo de gás na província de Homs, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos nesta sexta-feira (OSDH).

"O Observatório pôde documentar a morte de 270 pessoas nos combates e em execuções de combatentes por parte do EI no campo de gás de Shaar, tomado pelo grupo" jihadista, afirmou o diretor do OSDH Rami Abdel Rahman.

Entre os mortos estão 11 civis, membros das forças do regime e guardas do campo de gás.

“A maior parte dos mortos foi executada a tiros quando estava rendida, após a tomada do campo de gás" por parte dos jihadistas, disse Rahman.

Uma contra-ofensiva das tropas governamentais liquidou "ao menos 40 combatentes do EI", disse Rahman.

Ao menos 50 membros das forças do regime - entre mortos e feridos - foram levados para o hospital de Homs.

"As execuções sumárias de combatentes e civis são um crime de guerra, não importa qual a parte no conflito que a cometa. Prisioneiros de guerra não devem ser executados", declarou Abdel Rahman à AFP. "O Estado Islâmico tem cometido um número incalculável de crimes de guerra".

O OSDH descreveu a tomada do campo de Shaar, na quinta-feira, como a maior operação contra o regime sírio executada pelo EI desde que o grupo jihadista entrou no conflito sírio, ano passado.

Imagens aparentemente gravadas pelos jihadistas no campo de gás e divulgadas no Youtube mostram dezenas de corpos, alguns deles mutilados, no deserto.

O EI, que proclamou no mês passado um "califado" entre a Síria e o Iraque, também assumiu o controle da província petroleira de Deir Ezzor.

No Iraque, perto da fronteira com Deir Ezzor, o governo perdeu o controle de boa parte do território em uma grande ofensiva de insurgentes sunitas liderados pelo EI.

AFP