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Pujol foi fundador em 1974 da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) e uma das grandes figuras da transição espanhola.

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O líder histórico do nacionalismo catalão, Jordi Pujol, que governou a Catalunha por 23 anos, renunciará a todos os seus cargos e prerrogativas depois de ter cometido fraude fiscal durante décadas, anunciou nesta terça-feira o presidente regional, Artur Mas.

Com esta renúncia, Pujol, de 84 anos, busca afetar o mínimo possível "a situação do país num momento tão delicado", afirmou Mas, que se viu politicamente debilitado por este escândalo em sua disputa independentista com o governo de Madri.

Provocando um terremoto político nesta grande região do nordeste da Espanha, decidida a organizar um referendo sobre sua independência em novembro, Pujol, fundador em 1974 da Convergência Democrática da Catalunha (CDC) e uma das grandes figuras da transição espanhola, reconheceu na sexta-feira ter ocultado por 34 anos no exterior uma herança de seu pai.

Embora não tenha dado mais detalhes, segundo o jornal conservador catalão La Vanguardia, trata-se de quatro milhões de euros que estavam em um banco de Andorra, pequeno principado na fronteira entre Espanha e França retirado em 2010 da lista de paraísos fiscais.

Pujol, que presidiu a região de 1980 a 2003, "se dá conta do problema que gerou e das consequências que isso tem" no processo soberanista, disse Mas.

Por esse motivo, renunciará aos seus cargos de presidente fundador do CDC e do CiU - a federação nacionalista formada junto aos democrata-cristãos do UDC - e as suas prerrogativas como ex-presidente regional, que incluem um salário e um escritório pago com dinheiro público, disse.

AFP