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Fotos em representação das 119 vítimas da "Operação Colombo"

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Um juiz chileno condenou 106 agentes da polícia secreta da ditadura de Augusto Pinochet pelo sequestro de 16 pessoas, parte de 119 desaparecidos em uma operação que simulou enfrentamentos entre opositores, informou o poder judiciário.

O juiz especial Hernán Crisosto condenou 106 agentes da Direção de Inteligência Nacional (DINA) como autores e cúmplices do desaparecimento de 16 membros do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR) e do Partido Socialista, com penas que vão de 3 a 20 anos de prisão, informou o poder judiciário.

O magistrado também condenou a Receita Federal chilena a pagar cerca de 7,5 milhões de dólares aos familiares das vítimas dessa manobra de desinformação da ditadura de Pinochet conhecida como "Operação Colombo".

De acordo com a investigação, as 16 vítimas foram detidas pelos agentes da DINA entre 17 de junho de 1974 e 6 de janeiro de 1975, em distintas zonas de Santiago e levadas a centros de detenção, onde desapareceram.

Seus nomes depois surgiram em duas listas publicadas em 25 de junho de 1975 na revista Novo O'Dia de Curitiba, no Brasil, e em 15 de julho de 1975 na revista Lea de Buenos Aires, Argentina. Foram as únicas edições de ambos os veículos, tratadas como uma manobra de desinformação executada no exterior pela ditadura chilena, de acordo com a justiça.

Com essas publicações se tentou negar a existência de desaparecidos no Chile nos primeiros anos da ditadura de Pinochet, atribuindo seu desaparecimento a enfrentamentos internos entre grupos de esquerda.

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AFP