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Justiça adia interrogatório para que Lula se encontre com o papa

O ex-presidente brasileiro (2003-2011), Luiz Inácio Lula da Silva, discursa durante uma partida amistosa de futebol organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Escola Nacional Florestán Fernandes, em Guararema, São Paulo afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 07. fevereiro 2020 - 13:23
(AFP)

A 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal aceitou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para adiar um interrogatório para que ele vá ao Vaticano, onde tem um encontro agendado com o papa Francisco em 13 de fevereiro.

Lula, que aguarda em liberdade o resultado de um recurso contra uma sentença de cerca de nove anos de prisão por corrupção, pediu o adiamento do interrogatório agendado para a próxima terça-feira, 11 de fevereiro, na 10ª Vara Criminal Federal do Distrito Federal, devido a sua viagem à Itália e ao Vaticano entre os dias 12 e 15.

De acordo com a decisão do juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite, emitida na quarta-feira, mas divulgada apenas nesta quinta, a audiência foi remarcada para 19 de fevereiro, às 14H30.

"É possível atender ao pedido feito sem alterar o programa inicial deste julgamento", escreveu o magistrado.

Segundo a imprensa, a audiência papal foi intermediada pelo presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante uma visita ao Vaticano no final de janeiro.

Na quarta-feira, o ex-presidente escreveu no Twitter: "Vou visitar o Papa Francisco para agradecer não apenas sua solidariedade comigo em um momento difícil, mas, sobretudo, sua dedicação ao povo oprimido. Também quero discutir a experiência brasileira na luta contra a miséria".

O interrogatório de 19 de fevereiro está relacionado à "Operação Zelotes", na qual Lula é acusado de "corrupção passiva" como suposto participante na venda de uma lei que ampliava a validade de incentivos fiscais para montadoras de automóveis.

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