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Justiça do Equador confirma sentença e ordena captura de Correa

(Arquivo) O ex-presidente do Equador Rafael Correa afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 24. setembro 2020 - 00:58
(AFP)

A Justiça do Equador ordenou nesta quarta-feira a captura do ex-presidente Rafael Correa, que vive na Bélgica, após confirmar a condenação do mesmo a oito anos de prisão por corrupção, anunciou o tribunal que ditou a sentença.

A resolução judicial determina a execução da decisão, confirmada em última instância há duas semanas e que inclui a desqualificação vitalícia de Correa para desempenhar cargos de eleição popular, no momento em que o ex-presidente deseja participar das eleições de fevereiro.

Correa, que governou entre 2007 e 2017 e solicitou pela internet ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE) a inscrição de sua candidatura à vice-presidência, foi condenado por suborno. O ente ente eleitoral deverá qualificar posteriormente a candidatura por uma frente de esquerda, em chapa com o jovem economista Andrés Arauz, ex-ministro de Correa.

Processado à revelia, a Justiça estabeleceu que Correa e ex-colaboradores também condenados receberam propina em troca de contratos com empresas.

A Justiça ordenou à polícia a "localização imediata e captura" do ex-presidente socialista. Também determinou que o Ministério das Finanças suspenda a remuneração vitalícia de 4,2 mil dólares mensais que Correa recebia como ex-presidente, que perde ao ser condenado por corrupção.

A resolução judicial também comunica ao CNE a perda dos direitos políticos do ex-presidente, que, segundo a Constituição, fica inabilitado a desempenhar funções políticas, por ter sido condenado por suborno.

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