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Justiça indiana suspende pena de morte por estupro coletivo de estudante

(2013) Polícia escolta Vinay Sharma, um dos condenados, à Suprema Corte de Nova Délhi afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 14. julho 2014 - 13:59
(AFP)

A Suprema Corte da Índia suspendeu nesta segunda-feira as sentenças de morte de dois homens condenados pelo estupro coletivo de uma estudante em Nova Délhi, um crime que provocou indignação internacional

A Suprema Corte suspendeu temporariamente as sentenças proferidas contra Vinay Sharma e Akshay Singh pelo ataque de 2012 enquanto suas apelações são examinadas, declarou um advogado.

"A sentença foi suspensa pelo tribunal depois que entramos com um pedido especial", declarou A.P. Singh, que representa os dois homens, à AFP.

"As acusações contra meus clientes são totalmente falsas, eles têm sido acusados injustamente", declarou, acrescentando que "eles não estavam nem mesmo em Délhi quando este crime supostamente aconteceu".

Quatro homens foram condenados e sentenciados à morte no ano passado por estuprar a jovem de 23 anos em um ônibus em movimento na capital indiana em dezembro de 2012, um crime que provocou semanas de protestos pelo tratamento dado às mulheres na Índia.

O Tribunal Superior confirmou neste ano a pena de morte dos quatro, incluindo Sharma e Singh, classificando o crime de terrível e afirmando que o caso se incluiu na categoria mais rara, o que justifica sua execução.

Os outros dois condenados, Mukesh Singh e Pawan Gupta, já entraram com um recurso contra a sentença.

A estudante de fisioterapia foi atacada com uma barra de ferro depois de embarcar em um ônibus com o namorado quando saía do cinema.

Seu companheiro foi espancado e não pôde ajudá-la enquanto ela era atacada por seis homens.

Posteriormente, o casal foi lançado para fora do veículo em uma estrada.

Um menor de idade também foi condenado pelo estupro e sentenciado à prisão, enquanto outro suspeito foi encontrado morto em sua cela, em um aparente suicídio.

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