Justiça peruana confirma prisão domiciliar de Kuczynski

(Abril) O ex-presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018) é escoltado para a prisão, em Lima afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 12. setembro 2019 - 19:56
(AFP)

Um tribunal de apelações peruano se pronunciou nesta quinta-feira contra a revogação da prisão domiciliar do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, preso há cinco meses em meio ao escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

A decisão declarou "infundado" o pedido do Ministério Público anticorrupção, apresentado em 23 de agosto contra a decisão de um juiz que esse dia rejeitou um pedido similar.

A Sala Penal de Apelações Anticorrupção descartou que as visitas da vice-presidente Mercedes Aráoz a Kuczynski "tenham conotações políticas" e violem a restrição de realizar reuniões partidárias que a justiça impôs ao ex-presidente como alega o procurador especial do caso Odebrecht, José Domingo Pérez.

Kuczynski, que foi presidente entre 2016 e 2018 e completará 81 anos em 3 de outubro, é processado por "delito de lavagem de ativos com agravante de pertencer a uma organização criminosa".

Devido a doenças cardíacas, um tribunal ordenou em abril que ele cumprisse os 36 meses de prisão preventiva solicitada pela procuradoria em sua casa, enquanto as investigações avançam.

Em 21 de março de 2018, ele se tornou o primeiro presidente em exercício na América a renunciar por esse escândalo depois que a Odebrecht revelou que contratou duas consultoras vinculadas a ele - Westfield Capital e Firts Capital - para que a assessorassem em operações financeiras no Peru, informação que omitiu quando chegou ao poder.

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