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Justiça peruana liberta Keiko Fujimori

A líder opositora peruana Keiko Fujimori durante sua audiência de apelação em Lima no dia 17 de outubro de 2018. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. outubro 2018 - 02:25
(AFP)

Um tribunal de apelações do Peru decretou nesta quarta-feira a libertação da líder opositora Keiko Fujimori, detida há uma semana por suposto recebimento de suborno do grupo Odebrecht para sua campanha eleitoral em 2011.

A Corte "determina a imediata libertação dos denunciados detidos" neste caso, entre eles a filha do ex-presidente Alberto Fujimori, declarou o presidente do tribunal, Octavio Sahuanay, ao acolher o recurso da líder opositora.

Outros três denunciados no mesmo caso e detidos na semana passada também serão libertados.

Keiko, 43 anos, chorou a abraçou sua advogada Giuliana Loza ao escutar a decisão, ao final de seis horas de deliberações entre os três juízes do tribunal.

A corte declarou que o juiz de instrução Richard Concepción Carhuancho, que determinou a prisão de Keiko, cometeu duas irregularidades ao decretar a prisão de Keiko: copiar e colar os argumentos da Procuradoria em sua decisão, e utilizar o "conhecimento privado" que tinha sobre o caso.

Na decisão, a corte também determinou a transferência do caso para outro juiz, o que representa um revez para Concepción Carhuancho, que ganhou fama como um magistrado linha dura no combate à corrupção.

O tribunal esclareceu que não se pronuncia sobre a validade da denúncia contra Keiko, que teria utilizado a "estrutura" do seu partido - Força Popular - para obter dinheiro da Odebrecht para a companha eleitoral.

A Procuradoria acusa Keiko de ter recebido da empreiteira 1,2 milhão de dólares para financiar sua campanha para a presidência em 2011, vencida por seu adversário Ollanta Humala (também assinalado por ter recebido contribuições da Odebrecht).

Além da líder do partido Força Popular (direita populista, principal força opositora que controla o Congresso peruano), outras 19 pessoas, entre elas Jaime Yoshiyama e Augusto Bedoya - ambos muito próximos aos Fujimori -, são investigadas por supostamente receberem fundos da empreiteira Odebrecht para a campanha presidencial de 2011.

O procurador responsável por casos de lavagem de dinheiro, José Domingo Pérez, atribuiu a Keiko o comando de uma "organização criminosa" dentro do seu partido para receber contribuições ilícitas.

Segundo o ex-chefe da Odebrecht em Lima Jorge Barata, Yoshiyama e Bedoya foram os intermediários da entrega do dinheiro à Força Popular.

Barata também confessou aos procuradores peruanos em São Paulo que a Odebrecht fez contribuições às campanhas dos ex-presidentes Ollanta Humala (2011-2016), Alejandro Toledo (2001-2006) e Pedro Pablo Kuczynski.

Keiko nega as acusações e alega em sua defesa que "o senhor Barata apontou (aos procuradores) que nunca lhe pedi dinheiro, que nunca me deu dinheiro e que nunca falou de nenhum apoio financeiro comigo".

Há duas semanas, a Suprema Corte do Peru anulou o indulto presidencial outorgado por Pedro Pablo Kuczynski em dezembro a Alberto Fujimori e ordenou sua prisão, mas o ex-presidente deu entrada em uma clínica em Lima, onde permanece sob custódia policial.

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