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Keiko Fujimori pede liberdade de quatro assessores que continuam detidos

A líder opositora peruana Keiko Fujimori na saída de um tribunal em Lima junto com seu marido Mark Vito, em 17 de outubro de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 18. outubro 2018 - 23:13
(AFP)

A líder opositora peruana Keiko Fujimori pediu a liberdade de quatro assessores de seu círculo mais próximo, que são investigados também pelo caso de supostas contribuições da construtora Odebrecht à sua campanha eleitoral.

"Quatro pessoas se encontram ainda injustamente detidas, espero que nos próximos dias ou horas se tome a mesma decisão corretiva que se tomou conosco", disse a jornalistas a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), um dia depois de recuperar sua liberdade.

Entre os quatro destacou seus dois assessores principais em seu partido Força Popular (direita populista): Ana Hertz e Pier Figari.

Segundo a imprensa local, ambos participaram da trama para camuflar os supostos fundos recebidos da Odebrecht através de contribuições fictícias de cidadãos comuns.

Além deles, também estão detidos o empresário Vicente Silva Checa e a ex-secretária de Keiko Carmela Paucará.

Os quatro cumprem desde segunda-feira uma ordem de detenção preliminar por 10 dias.

A procuradoria acusa o grupo de ser parte da rede que usou a "estrutura" do partido para canalizar contribuições ilegais da Odebrecht à campanha de Keiko.

Keiko é acusada de ter recebido da Odebrecht 1,2 milhão de dólares para financiar sua campanha de 2011, que finalmente elegeu presidente Ollanta Humala.

Ela alega inocência e diz que é vítima de uma "perseguição política".

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