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Kirchner outra vez ante o tribunal por escândalo de corrupção

(13 ago) A presidente argentina e atual senadora Cristina Kirchner deixa um tribunal federal em Buenos Aires afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. setembro 2018 - 12:43
(AFP)

Cristina Kirchner, que governou a Argentina entre 2007 e 2015, aparece nesta segunda-feira novamente ante os tribunais para testemunhar no caso de suborno conhecido como "Cadernos da corrupção", que já levou a operações de busca e apreensão em três residências suas.

Na segunda-feira, "vou ao tribunal de Bonadío pela sétima vez", anunciou a ex-senadora e atual senadora em sua conta no Twitter, de onde pediu a seus seguidores que não se manifestem.

"Não se mobilizem, ponham sua energia em defender a universidade e a saúde pública, a ciência e a tecnologia e ajudar aqueles que estão passando por dificuldades, que infelizmente não são muito poucos em nosso país hoje", tuitou Kirchner.

A ex-presidente, que denunciou a falta de provas do processo, permaneceu no tribunal apenas meia hora.

"Reitero minha negativa categórica e rigorosa de ter feito parte de algum tipo de associação ilícita, bem como de ter cometido algum crime", afirmou Kirchner em um texto entregue no tribunal.

"A investigação deliberadamente dirigida contra mim, apesar de ter destruído todas e cada uma das garantias que fazem o devido processo legal, não conseguiu sequer uma prova mínima para comprovar os crimes que são caluniosamente atribuídos a mim", acrescentou.

Kirchner, de 65 anos e que governou a Argentina entre 2007 e 2015, já havia comparecido em 13 de agosto a uma primeira sessão de interrogatório no tribunal que investiga o pagamento de subornos por parte de empresários para obter contratos de obras públicas.

A ex-presidente, da corrente de centro esquerda do peronismo, considera que o caso que a tem como a principal beneficiária da trama de milionários subornos faz parte de um complô que pretende proscrevê-la da política.

O esquema de subornos, narrado em uma série de cadernos detalhados de um motorista do Ministério do Planejamento e que acabaram nas mãos da Justiça, abarca também a presidência do falecido Néstor Kirchner (2003-2007).

Como senadora, Cristina Kirchner conta com foro privilegiado que impede a sua detenção, embora possa ser denunciada e condenada.

Na semana passada, e após autorização do Parlamento, suas três residências em Buenos Aires e nas localidades de Río Gallegos e El Calafate, na Patagônia (sul), foram revistadas por ordem do juiz Bonadio.

Além disso, Kirchner tem abertos outros cinco processos judiciais por suposta corrupção e por encobrir iranianos no ataque à mutual judaica AMIA.

O primeiro julgamento oral e público contra a ex-presidente começará em 26 de fevereiro do ano que vem, anunciou nesta segunda-feira o Centro de Informação Judicial (CIJ).

A data foi fixada pelo tribunal que a julgará por supostas irregularidades na concessão de obras públicas na província patagônica de Santa Cruz. Junto com ela, estarão no banco dos réus o ex-ministro Julio de Vido, o ex-vice-ministro de Obras Públicas José López e o empresário Lázaro Báez, que estão detidos.

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