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Colunas de fumaça sobem de uma estrada que leva ao aeroporto internacional de Trípoli, capital da Líbia

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Ao menos 16 pessoas morreram, a maior parte soldados, em combates entre o Exército e grupos islâmicos na cidade de Benghazi, no leste da Líbia, informaram fontes médicas e militares.

"A maior parte dos mortos e dos 81 feridos é de militares. Três civis, incluindo um egípcio, morreram na queda de um foguete sobre uma casa", disse à AFP uma fonte médica, que pediu para não ser identificada.

Segundo um oficial, os combates foram deflagrados com um ataque do chamado "Conselho de Choura dos Revolucionários de Benghazi", uma aliança de milícias islâmicas e jihadistas contra um quartel do Exército.

Cinco soldados morreram no primeiro ataque, que deu origem a violentos combates entre forças especiais do Exército e milicianos islâmicos que ocuparam Benghazi após a queda do regime de Muammar Kadhafi, em 2011, revelou o oficial.

Benghazi é palco quase diário de confrontos entre as forças do Exército e grupos islâmicos radicais, como o Ansar Asharia, classificado por Washington como uma organização terrorista.

A partir de maio, o general da reserva Khalifa Haftar deflagrou uma operação contra os grupos "terroristas" do leste da Líbia, com o apoio do Exército regular, e foi acusado de tentativa de golpe de Estado.

Em Trípoli, milícias rivais voltaram a se enfrentar no domingo pelo controle do aeroporto da capital, em um contexto de luta de influências entre grupos islâmicos e liberais que pode mergulhar o país em uma guerra civil.

Quarenta e sete pessoas morreram e outras 120 ficaram feridas desde o início dos combates, segundo um balanço do ministério líbio da Saúde.

O aeroporto de Trípoli está fechado desde 13 de julho após um ataque realizado por um grupo formado por milícias islâmicas da cidade de Misrata, 200 km ao leste da capital.

Seu objetivo é expulsar as brigadas de Zenten (cidade situada 170 km a sudoeste de Trípoli) do aeroporto, que controlam desde 2011, e de outros locais do sul da capital.

AFP