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Explosão do céu de Gaza, após bombardeio israelense, em 17 de julho de 2014

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A ofensiva terrestre lançada durante a madrugada desta sexta-feira contra a Faixa de Gaza pelo Exército israelense está "condenada ao fracasso", declarou à AFP o chefe no exílio do movimento islâmico palestino Hamas, Khaled Mechaal.

"O que o ocupante israelense não conseguiu realizar com seus ataques aéreos e navais não obterá com sua ofensiva terrestre, que está condenada ao fracasso", disse Mechaal, que tem sua base em Doha.

"Temos reivindicações claras: o fim da agressão e das punições coletivas contra nosso povo na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, e a suspensão total do cerco a Gaza", destacou Mechaal.

O líder do Hamas estimou que a "origem do problema é a ocupação israelense e a instalação de colônias" judaicas, destacando que o povo palestino está "determinado a se libertar, cedo ou tarde".

Mechaal apelou à comunidade internacional para que "assuma suas responsabilidades para acabar com o terrorismo israelense" e libertar o povo palestino desta "última ocupação mundial".

Dois palestinos, incluindo um bebê de cinco meses, foram mortos na madrugada desta sexta-feira atingidos por disparos de tanques israelenses em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, informaram os serviços locais de emergência.

A operação "Barreira Protetora" de Israel deixou em dez dias mais de 240 mortos e 1.770 feridos. Os civis são as maiores vítimas dos ataques.

Israel acusa os combatentes do Hamas de utilizar "escudos humanos" em um território em que 1,8 milhão de pessoas vivem na miséria, submetidas ao bloqueio israelense.bur-rh/lr

AFP