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Líderes do Congresso chileno não participarão de almoço com Bolsonaro

(19 mar) Bolsonaro participa de entrevista coletiva na Casa Branca afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 20. março 2019 - 16:46
(AFP)

Os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados do Chile, bem como um outro grupo de parlamentares, anunciaram que não irão participar do almoço que o governo irá oferecer no sábado ao presidente Jair Bolsonaro, rejeitando suas posições misóginas e racistas.

"Minha convicção não me permite homenagear quem fala contra as minorias sexuais, as mulheres e os povos indígenas", explicou o presidente do Senado, Jaime Quintana, membro do partido de oposição Partido pela Democracia (esquerda), esclarecendo que quando se trata de uma visita oficial, e não de Estado, "o Senado não tem obrigação de participar".

A decisão de Quintana, segunda autoridade do país, recebeu o apoio do vice-presidente da câmara alta, Alfonso de Urresti, que descreveu o presidente brasileiro como "um perigo para a democracia no Brasil e na região".

Por sua vez, o presidente da Câmara dos Deputados, Ivan Flores, também desconsiderou o convite, bem como pelo menos cinco outros parlamentares da oposição.

Para esta refeição oficial no palácio presidencial de La Moneda, a presidência de Sebastián Piñera enviou 90 convites, entre líderes políticos, empresários e parlamentares de todos os setores.

Bolsonaro chega ao Chile na quinta-feira, após sua histórica visita aos Estados Unidos, onde na terça-feira se encontrou com Donald Trump.

Na sexta-feira participará em Santiago de um fórum de líderes da América do Sul para formar um novo grupo regional, enquanto no sábado começa sua visita oficial no país.

Antes do almoço, Bolsonaro participará de uma reunião de negócios organizada pela Sociedade de Desenvolvimento Industrial (Sofofa).

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