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López Obrador pede mais faculdades para nova guarda militarizada no México

O presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador fala durante uma coletiva de imprensa no Palácio Nacional da Cidade do México em 14 de janeiro de 2019 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 17. janeiro 2019 - 17:46
(AFP)

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta quinta-feira (17) que não está satisfeito com a iniciativa aprovada por deputados para criar uma nova guarda militarizada para combater o crime e irá propor ao Senado que dê mais faculdades para intervir na segurança pública.

A Câmara baixa aprovou na quarta-feira uma reforma constitucional para criar a guarda nacional, um novo corpo militar que assumirá a segurança do país, atingido por cartéis do narcotráfico, e que é rechaçada por defensores dos direitos humanos, que argumentam que agravará a violência.

"Temos que pedir respeitosamente aos senadores que contemplem temas que foram eliminados na aprovação, sobretudo (...) a definição com clareza sobre a faculdade das forças armadas para intervir em assuntos de segurança pública", disse López Obrador em coletiva de imprensa.

Explicou que o artigo eliminado permite que o Exército e Marinha possam ajudar em trabalhos de segurança pública enquanto novo corpo de segurança é conformado.

A criação da guarda nacional dá um aval constitucional à estratégia militarizada de combate ao crime organizado.

Opositores dizem que a estratégia propiciou mais violência e violações de direitos humanos, com mais de 200.000 pessoas assassinadas e 37.000 desaparecidas desde o início da ofensiva, segundo cifras oficiais, que não detalham quantos casos estão ligados ao combate à criminalidade.

López Obrador disse que a modificação deixa os militares com as mesmas limitações que teve a Polícia Federal, que, segundo argumentou, "não funcionou" porque "não lhe deram força".

"Por isso estamos falando da guarda nacional (...) Não é para mudar seu nome. Não estou satisfeito", acrescentou.

A reforma foi aprovada com votos do partido governista Morena, assim como do Partido Revolucionário Institucional (PRI), do ex-presidente Enrique Peña Nieto, e outros dois minoritários, conseguindo o suficiente para modificar a Constituição.

Mas esta ainda deve ser aprovada por dois terços do Senado e pela metade dos congressos dos 32 estados que compõem o México, a maioria dominada pelo Morena.

López Obrador, que por anos criticou a estratégia militar, se retratou desta postura após a sua eleição, argumentando que encontrou uma situação de segurança muito mais grave do que esperava.

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