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La Paz inicia quatro dias de isolamento total para conter pandemia

Foto de arquivo tirada em 28 de janeiro de 2020 da presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, durante cerimônia em La Paz afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 16. julho 2020 - 00:16
(AFP)

O departamento boliviano de La Paz cumprirá a partir desta quinta-feira (16) uma quarentena obrigatória total de quatro dias para frear a contaminação da COVID-19, anunciou nesta quarta-feira (15) o comitê regional de emergência.

O fechamento da região, sede dos poderes Executivo, Legislativo e Eleitoral da Bolívia, foi decidido para que, "em quatro dias, o sistema de saúde se reorganize" e se tenha "um espaço para evitar que a sequência de contaminações siga crescendo", declarou o prefeito metropolitano, Luis Revilla.

A medida, que já havia sido colocada em prática em La Paz entre março e junho, envolverá a suspensão de todas as atividades no setor público e empresas, assim como dos serviços de transporte público. As aulas já estão suspensas em todos os níveis.

A região de La Paz respeitava desde junho uma quarentena flexível, que substituiu um isolamento nacional imposto em março, quando foi decretada a emergência sanitária devido à pandemia.

La Paz, com 2,9 milhões de habitantes, registra 7.402 dos 50.867 casos de infecção em todo o país, de acordo com o último balanço epidemiológico publicado na terça-feira.

De acordo com a presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez, que foi afetada por um quadro assintomático de coronavírus, "o pico da pandemia está subindo".

Seis ministro de Áñez também deram positivo para o novo coronavírus neste mês, assim como a presidente da Assembleia Legislativa, Eva Copa, do partido do ex-presidente Evo Morales.

O ministério do Trabalho publicou nesta quarta-feira uma resolução que ordena a "suspensão de atividades públicas e privadas" a partir do feriado desta quinta-feira em La Paz, em comemoração à data do início da revolução emancipadora de 1809 contra os colonizadores espanhóis.

Durante o confinamento, está proibida a circulação de pedestres e veículos, com exceção dos funcionários da saúde e de agentes de segurança.

As autoridades temem a possibilidade do país chegar a 100.000 infectados e entre 4.000 e 7.000 mortes até o fim de julho caso a pandemia não for contida.

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