Navigation

Libanês suspeito de financiar o Hezbollah é preso em Foz do Iguaçu

Ahmed Assad Barakat (D), conduzido pela polícia paraguaia no Palácio de Justiça em Assunção, em 18 de novembro de 2003 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. setembro 2018 - 18:33
(AFP)

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta sexta-feira, o libanês Assad Ahmad Barakat, suspeito de financiar o movimento xiita Hezbollah, em Foz do Iguaçu, informou o órgão.

Barakat, de 51 anos, foi detido na tríplice fronteira com Argentina e Paraguai e interrogado, informaram agentes da PF.

"O preso teve a prisão decretada pela justiça paraguaia em 31/08/2018, pelo crime de falsidade ideológica. A prisão de Assad foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 19/09/2018", acrescenta um comunicado da PF.

"De acordo com a Unidade de Informação Financeira (UIF) da Argentina, membros do Clã Barakat realizaram a compra de prêmios no valor de 10 milhões de dólares sem declarar os valores, em um cassino na cidade argentina de Iguazu, na região conhecida como Tríplice Fronteira. A manobra teria sido feita para lavar dinheiro da organização. O governo argentino congelou bens e valores do clã, que teria ligação com o Hezbollah", aponta o texto divulgado nesta sexta.

Barakat cumpriu seis anos de prisão no Paraguai, por evasão de impostos, e foi liberado em 2008. A partir daí viveu no Brasil e mantém negócios no Paraguai, na Argentina e no Chile, precisou a PF.

Em 1989 tinha obtido nacionalidade paraguaia, mas em 2003 a Suprema Corte de Justiça anulou-a. Contudo, em abril a polícia lhe concedeu um passaporte paraguaio, segundo o governo de Assunção, que investiga o caso.

Em 2006 foi incluído pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em uma lista de indivíduos e entidades que financiam o Hezbollah nesta região fronteiriça.

O Helbollah é um movimento xiita libanês, aliado do Irã.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.