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Londres e laboratório GSK vão colaborar em vacina contra coronavírus

Passageiros no aeroporto internacional de Manila afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. fevereiro 2020 - 16:44
(AFP)

O governo britânico anunciou, nesta segunda-feira (3), que dará ajuda financeira para o desenvolvimento de uma vacina contra o novo coronavírus que surgiu na China.

A ajuda será repassada por meio de um organismo público-privado, a Coalizão para a Inovação na Preparação contra Epidemias (CEPI), que contará com a ajuda do gigante farmacêutico britânico GlaxoSmithKline (GSK).

A CEPI é um grupo de pesquisa sob o amparo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que inclui organismos públicos, como o Instituto Pasteur francês, e empresas privadas, como Takeda ou Sanofi.

Foi criada em 2017 para combater epidemias como a do ebola na África.

Em um comunicado, o Ministério britânico da Saúde anunciou um repasse de 20 milhões de libras (26 milhões de dólares) a este organismo para desenvolver novas vacinas contra as doenças mais letais. Entre elas está o novo coronavírus, ou 2019-nCoV.

No Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, a CEPI anunciou que trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra o vírus chinês. Os testes clínicos podem acontecer em alguns meses.

"É um calendário extremamente ambicioso e não terá precedentes no campo do desenvolvimento de uma vacina. É importante lembrar que, se conseguirmos - e não existem garantias -, teremos que enfrentar novos desafios antes de a vacina estar disponível em grande escala", advertiu o diretor-geral da CEPI, Richard Hatchett, citado no comunicado do ministro da Saúde.

Já o laboratório britânico GSK, um peso pesado da indústria farmacêutica mundial, anunciou em um comunicado em separado que contribuirá com sua tecnologia de fabricação de adjuvantes para as vacinas.

Os adjuvantes são substâncias utilizadas para aumentar a eficácia das vacinas, aumentando a resposta imunológica. Com isso, é possível fabricar um número maior de dose.

O novo coronavírus causou a morte de pelo menos 361 pessoas. Destas, 57 foram neste domingo (2), segundo o último balanço da epidemia, que já superou o da SARS (Síndrome Respiratória Aguda Severa) na China.

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