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Luis Almagro é reeleito secretário-geral da OEA

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Este conteúdo foi publicado em 20. março 2020 - 15:58
(AFP)

O uruguaio Luis Almagro,

forte crítico da Venezuela de Nicolás Maduro e de Cuba, foi reeleito nesta sexta-feira secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) para o período 2020-2025, em votação marcada pela pandemia de Covid-19.

A candidatura de Almagro obteve 23 votos contra 10 de sua única concorrente, a ex-ministra das Relações Exteriores do Equador María Fernanda Espinosa, alcançando a maioria simples dos 34 membros ativos da organização exigida no estatuto.

Dominica não participou da assembleia geral extraordinária realizada em Washington, sob rigorosas medidas de segurança devido à crise da saúde.

Nenhum dos chanceleres dos países esteve presente, dadas as restrições de viagem para impedir a propagação do novo coronavírus.

Representantes de cada Estado-membro, muitos dos quais usavam máscaras e luvas, estavam sentados distantes um do outro em uma sala especialmente preparada para a reunião.

O mandato de Almagro, de 56 anos, foi renovado por votação secreta. Sua postulação, apresentada pela Colômbia, contou com o apoio declarado do Brasil, Bolívia, Costa Rica, Chile, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Haiti, Panamá, Paraguai, Uruguai e Venezuela (representada pelo delegado do líder opositor Juan Guaidó).

Almagro é um feroz crítico do regime cubano, defende a saída de Maduro do poder e pede eleições antecipadas na Nicarágua de Daniel Ortega.

"Meus agradecimentos àqueles que levaram adiante minha candidatura", disse o ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, que está no comando da OEA desde 2015, enfatizando que continuará sendo o secretário-geral "dos 34 Estados-membros".

"Minha autoridade emana de vocês e ela cessa diante da sua presença soberana", disse ele em uma breve mensagem ao retornar à sala após a votação, citando uma frase famosa do herói uruguaio José Artigas.

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, o parabenizou através do Twitter, assim como o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, e o ministro das Relações Exteriores do Canadá, François-Philippe Champagne.

O atual secretário-geral adjunto da OEA, Nestor Mendez, diplomata de 49 anos em Belize, único candidato ao cargo, também foi reeleito na sessão.

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