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Lula é condenado a 12 anos e 11 meses por reforma em sítio de Atibaia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gesticula durante uma missa católica em memória de sua falecida esposa, Marisa Leticia, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, Brasil, em 7 de abril de 2018 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 06. fevereiro 2019 - 19:43
(AFP)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desde abril cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, foi sentenciado nesta quarta-feira (6) a 12 anos e 11 meses de prisão por acusações similares em outro processo.

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta do ministro Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, uma corte de primeira instância, considerou que o ex-presidente (2003-2010) se beneficiou de reformas no sítio do interior de São Paulo feitas pelas empreiteiras OAS e Odebrecht em troca de facilitar contratos na Petrobras, segundo a Agência Brasil.

A magistrada considerou em sua sentença que "a culpabilidade [de Lula] é elevada", pois "recebeu vantagem indevida em decorrência do cargo de Presidente da República, de quem se exige um comportamento exemplar".

A nova condenação se refere à investigação da operação Lava Jato, que desde 2014 denunciou e julgou dezenas de empresários e políticos de alto escalão, relacionados com um esquema de propina na petroleira.

Lula enfrenta vários outros processos, mas se declara inocente em todos e denuncia uma conspiração político-judicial para impedir que o PT, do qual foi cofundador nos anos 1980, volte ao poder.

A notícia, com uma foto de Lula, foi tuitada pelo presidente Jair Bolsonaro, que durante sua campanha prometeu que, se fosse eleito, o ex-líder sindical iria apodrecer na prisão.

A presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, denunciou a sentença. "A perseguição a Lula não para", afirmou.

A primeira sentença de prisão a Lula foi proferida em julho de 2017, quando o então juiz de primeira instância Sérgio Moro o condenou a nove anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O agora ministro da Justiça e Segurança Pública o considerou na época beneficiário de um apartamento tríplex no Guarujá oferecido pela OAS em troca de sua mediação para obter contratos com a Petrobras.

Em janeiro de 2018, o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), uma corte de segunda instância, confirmou a condenação e e elevou a pena a doze anos e um mês de prisão, que Lula começou a cumprir em abril do ano passado.

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