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Lula critica 'decisões imbecis' de Bolsonaro no combate à pandemia

Ex-presidente brasileiro (2003-2011) Luiz Inácio Lula da Silva, dá entrevista coletiva no prédio do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, Brasil, em 10 de março de 2021. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. março 2021 - 15:31
(AFP)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira (10) aos brasileiros que "não sigam nenhuma decisão imbecil" do presidente Jair Bolsonaro, um cético em relação às vacinas, para combater a pandemia do coronavírus que já matou cerca de 270 mil pessoas no país.

“Quero fazer propaganda para que o povo brasileiro não siga nenhuma decisão imbecil do Presidente da República ou do Ministério da Saúde. Tome vacina, tome vacina porque essa é uma das coisas que pode livrar você da covid”, afirmou Lula em sua primeira aparição pública após a anulação, na segunda-feira, das sentenças judiciais que o impediam de ser candidato em 2022.

O ex-presidente de esquerda (2003-2010), de 75 anos, anunciou que tomará a primeira dose da vacina na próxima semana e lamentou que "as mortes estão se naturalizando" no Brasil, fortemente atingido pela segunda onda da pandemia.

“Muitas delas poderiam ter sido evitadas, se a gente tivesse um governo que fizesse o elementar”, continuou Lula no evento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (periferia de São Paulo), onde começou sua vida política como líder das greves contra a ditadura militar no final dos anos 1970.

“A primeira coisa que deveria ter sido feita no ano passado era criar um comitê de crise” com a participação de cientistas, mas “tivemos um presidente que falava de cloroquina e que era uma gripezinha”, continuou, referindo-se às declarações de Bolsonaro que minimizaram a pandemia e preconizavam o uso de medicamentos sem evidências de eficácia contra a doença.

“Este país não tem governo, não tem Ministro da Saúde, não tem Ministro da Economia” e “por isso está empobrecido”, acusou Lula.

O fundador do Partido dos Trabalhadores (PT) não anunciou se pretende concorrer nas eleições de outubro de 2022.

Segundo as pesquisas, Lula é o político com maior probabilidade de impedir a reeleição da extrema direita de Bolsonaro, embora seu nome também enfrente forte resistência de setores da classe média e de outros partidos de esquerda ou centro-esquerda.

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