Navigation

Skiplink navigation

Lula expressa "solidariedade" aos governos latino-americanos de esquerda

Ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva discursa em São Bernardo do Campo em 9 de novembro de 2019. afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. novembro 2019 - 22:17
(AFP)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou neste sábado em seu discurso em São Bernardo do Campo a sua solidariedade aos governos de esquerda na região e pediu ao líder americano Donald Trump que "não encha o saco dos latino-americanos".

“Evo Morales foi eleito (na Bolívia), mas a direita, como fizeram aqui, não quis aceitar o resultado”, disse o ex-presidente em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo, onde discursou para a militância e simpatizantes no seu primeiro dia em liberdade depois de deixar a prisão em Curitiba na sexta-feira.

Lula dedicou alguns minutos de seu discurso para opinar sobre sua visão latino-americana.

"Nós temos que ser solidários com Bolívia, ser solidários com o povo do Chile, temos que ser solidários com o povo da Argentina. Temos que pedir a Deus para que o companheiro Daniel [Martínez, da Frente Ampla] ganhe as eleições do Uruguai para não implantar lá o neoliberalismo", disse Lula.

"Temos que ser solidários com o povo da Venezuela”, acrescentou Lula, argumentando "é normal ter críticas (...) mas quem decide nos problemas de seu país é o povo de seu país".

Muito aplaudido, Lula aproveitou para mencionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem o presidente Jair Bolsonaro têm afinidade política e ideológica.

"Que Trump resolva os problemas dos americanos e não encha o saco dos latino-americanos", disse.

Lula anunciou uma ofensiva política contra o governo de Bolsonaro e pediu que seus apoiadores ocupem as ruas. "Temos que seguir o exemplo do povo do Chile”, disse ao fim de seu discurso.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo