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México dá asilo a quatro deputados opositores do Equador após crise social

O chanceler equatoriano, José Valencia, após falar à imprensa, em Quito, Equador, em 9 de janeiro de 2020 afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 09. janeiro 2020 - 15:34
(AFP)

O governo do México concedeu asilo diplomático a quatro deputados e dois ex-funcionários do Equador ligados ao opositor ex-presidente Rafael Correa, que se refugiaram na embaixada desse país em Quito durante a crise social de outubro, informou nesta quinta-feira (9) a chancelaria equatoriana.

Os opositores "pegaram um voo comercial para a Cidade do México" nesta manhã, informou a chancelaria.

O grupo inclui os membros da assembleia Carlos Viteri, Soledad Buendía, Gabriela Rivadeneira (ex-presidente do Congresso) e o suplente Luis Molina; a ex-gerente Tania Pauker, esposa de Viteri; e Edwin Jarrín, secretário particular de Correa (2007-2017).

O ex-presidente foi convocado no Equador para dois julgamentos, pelo sequestro de um oponente e por suborno. Este último delito é imprescritível e pode ser julgado à revelia.

O México também concedeu asilo a cinco pessoas, incluindo esposas, maridos e filhos de membros da assembleia, segundo fontes diplomáticas consultadas pela AFP em Quito.

"Após os violentos dias de outubro, um grupo de militantes vinculado ao movimento RC (Revolução Cidadã, de Correa) entrou na Embaixada do México em Quito e solicitou asilo diplomático naquele país", acrescentou o ministério na nota oficial.

O comunicado destaca que o México concedia o asilo e que o governo equatoriano revisou "a referida concessão" antes de oferecer "facilidades" para os aliados de Correa deixarem o país.

Quito "tem certeza de que a conspiração para atacar a democracia e os violentos eventos de outubro serão esclarecidos pela justiça e os responsáveis serão sancionados pelo devido processo", afirmou a chancelaria.

Os protestos liderados pelos indígenas contra o governo de Lenin Moreno por conta das políticas econômicas acordadas com o FMI geraram uma crise social em outubro no Equador, que deixou uma dúzia de mortos, 1.340 feridos e 1.192 detidos, segundo a Defensoria do Povo.

Correa é o principal oponente de seu sucessor e ex-aliado Moreno, com quem mantém uma luta que levou gerou uma crise no partido governista, no poder desde 2007.

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