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México participará de fase final de testes da vacina contra a COVID-19 da Sanofi

Técnico da farmacêutica francesa Sanofi trabalha na vacina contra o COVID-19 no laboratório Val de Reuil, na França afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 30. julho 2020 - 23:50
(AFP)

O México vai participar da fase final dos testes de uma vacina contra COVID-19 que está sendo desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi.

"É o primeiro protocolo de fase 3 confirmado a ser realizado no México, sem nenhum custo para o nosso país", disse o ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, na quinta-feira (30).

Ele explicou que a vacina será testada a nível global em um grupo de 35 mil voluntários e o México está incluído na testagem. Ebrard não especificou qual das vacinas desenvolvidas pela Sanofi, uma das principais produtoras do mundo, será a testada no país sul-americano.

A terceira fase do desenvolvimento de uma vacina é aquela em que sua eficácia é medida em larga escala, após um primeiro estágio em que sua segurança é avaliada e um segundo em que sua eficácia é explorada em pequenos grupos.

A farmacêutica está trabalhando junto com a britânica GSK, que usa tecnologia de DNA recombinante em sua vacina e está com testes clínicos programados para setembro. A vacina pode ficar disponível na primeira metade de 2021.

Além disso, a Sanofi colabora com a empresa de biotecnologia americana Translate Bio no desenvolvimento de uma vacina baseada na tecnologia de RNA mensageiro. Neste caso, os ensaios clínicos devem acontecer no final do ano e, se derem certo, a vacina pode ser aprovada para produção no segundo semestre de 2021.

De acordo com Ebrard, a Secretaria de Saúde do México vai informar mais tarde sobre o projeto, as datas e as instituições participantes. O país também está negociando com os Estados Unidos sua participação em "alguns ou todos" os testes que os institutos norte-americanos de saúde estão realizando com várias empresas para conseguir uma vacina.

Segundo o ministro, o governo mexicano também mantém diálogos com China e Alemanha, além de buscar garantir o acesso às vacinas desenvolvidas pela australiana AstraZeneca com a Universidade de Oxford e, por outro lado, pela americana Pfizer com a alemã Biontech.

Com 45.361 mortes registradas até a quarta-feira, o México é o quarto país mais atingido no mundo pela pandemia do novo coronavírus, atrás dos Estados Unidos, Brasil e Reino Unido.

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