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México pede à ONU que garanta acesso a produtos médicos para enfrentar coronavírus

Médicos franceses tiram uma selfie com um médico alemão (de azul) no corredor da ala de isolamento do hospital universitário de Essen, no oeste da Alemanha afp_tickers
Este conteúdo foi publicado em 03. abril 2020 - 22:29
(AFP)

O México pediu nesta sexta-feira às Nações Unidas que estabeleçam um projeto de cooperação internacional para garantir o acesso a medicamentos e equipamentos médicos para lidar com a pandemia do novo coronavírus, informou a Missão Permanente do México em comunicado.

O pedido foi feito pela delegação mexicana na ONU, liderada pelo embaixador Juan Ramón de la Fuente, após uma solicitação do presidente Andrés Manuel López Obrador aos líderes mundiais na última reunião do G20.

"O presidente do México levantou a possibilidade de a ONU assumir um papel ativo na garantia de acesso a medicamentos e equipamentos médicos por meio de uma cooperação internacional eficaz e solidária", afirmou a missão diplomática.

A delegação disse que o secretário-geral da ONU, António Guterres, divulgou esta semana um documento sobre "responsabilidade compartilhada e solidariedade global" para lidar com o COVID-19.

"Ambas as abordagens não são apenas compatíveis, mas complementares. São momentos de agir em solidariedade e evitar práticas monopolistas ou especulativas que aumentam os custos e atrasam a recuperação da população mundial", destacou a missão no comunicado.

A iniciativa mexicana, coordenada pelo ministro das Relações Exteriores Marcelo Ebrard, fortalece o mandato do secretário-geral das Nações Unidas para coordenar todas as agências da agência envolvida, em consulta com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e em acordo com os chefes de Estado e governo do G20.

A Assembleia Geral da ONU aprovou na quinta-feira por consenso uma resolução pedindo "cooperação internacional" e "multilateralismo" para combater a pandemia, o primeiro texto das Nações Unidas desde o surto do vírus.

A resolução foi apresentada por Suíça, Indonésia, Cingapura, Noruega, Liechtenstein e Gana e foi endossada por 188 dos 193 membros das Nações Unidas.

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